quinta-feira, 7 de maio de 2015

O lego da vida

Desconstruir uma vida já me foi mais fácil... Talvez por que não tinha tantos vícios e por que para cair basta deixar a gravidade te puxar. Hum... então talvez a palavra certa seja construir agora. Hodierno eu me olho no espelho e to mais parecido com o cara que conheci, até uma amiga me disse que sou mais do cara que ela conheceu.
Contudo, não to a fim de ser aquele cara de novo, nem de ser o cara que fui até a última epifania, talvez a solução seja ser a intersecção desses conjuntos e também ser um conjunto novo. Ainda to cometendo uns erros, deixando meu coração aberto, falando o que penso e agindo como adolescente. Nesse terreno novo é diferente de se andar, sei lá, as coisas que eu achava básicas não se aplicam mais, é mais difícil andar, mas é mais divertido também. Um dos meus melhores amigos, aquele me liga no dia do irmão, disse-me para parar de acertar nos velhos erros e tentar erros novos. Acho que to conseguindo, velho!
Ainda dói errar, dói ser julgado, dói não poder ter o que se quer na hora que se quer, dói até ser comparado com os outros (que ultraje, imagina me comparar com outros caras, como se eu fosse uma grandeza diferente mensurada com um aparato ordinário... Rs), mas eu acho que é parte do processo. Ando falando demais de mim mesmo e não deixando as pessoas tirarem suas próprias conclusões. E nada é mais chato do que alguém falando de si mesmo...
Como tudo tem pelo menos dois lados, ontem eu ouvi que não falo como antes, que agora já falo de futuro, ideais e outras coisas que todo mundo quer, mas não sabe o custo, igual todo mundo! O chato é que não se pode sair correndo, ultrapassar a vida, bater no muro e salvar o mundo em duas horas. É sempre um processo que começa com premissas e termina em conclusões...
Uma amiga me mandou um recado dizendo que jogos de adultos envolvem "escolhas vs conseqüências", não acredito, sempre fui mais de acreditar em responsabilidades (e por fugir delas por anos aprendi a reconhecê-las, quiçá, eu seja o cara mais apto a falar delas...). Assim, escolhas não envolvem só conseqüências, mas responsabilidades também.
Desde as pessoas que cativa... aos crimes que comete...
Engraçado, um amigo me perguntou por que eu uso a palavra crime para eventos ruins, bem... foi Lutero quem me ensinou, e eu acabei usando sua frase como segundo vértice para um plano de vida. Divirta-se.

"Não quero e não posso retratar-me, pois não é justo e nem aconselhável agir em desacordo com a própria consciência."

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