sábado, 23 de maio de 2015

Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa

Acho que eu nunca conversei com vocês de verdade. Só fiquei aqui jogando minhas ideias regadas à álcool e mulheres malucas em vocês. Eu iria pedir desculpas por isso, mas me lembrei que não posso, pois são essas duas coisas que sofrem combustão no meu peito e mo permitem escrever esse monte de palavras sem sentido e sem esperanças... pois é, descobri que escrevo sobre mulheres que não terei e reinos na minha cabeça.

Parece-me que a razão de eu ler a Playboy é a mesma de eu ler a National Geographic, somente para ver lugares que eu nunca irei... Mas e você? O que você faz por aqui? Bom, não importa muito, talvez você seja uma daquelas pessoas que só querem passar um tempo rindo de um cara que não acha o ângulo para ficar de pé, mas encontrou todos os outros que nós fazem cair.
Enfim, como eu não comecei esse texto com proposições não o hei de terminar com uma conclusão, sem silogismos hoje, mas com um agradecimento e um aviso: Eu ando meio que procurando olarias, então eu ando sem tempo para refletir sobre os tijolos que estou fazendo, e acabei por jogar um monte de argila e água fria sem medir as quantidades. Dessa forma, eu vou tentar construir um muro por semana (e nada de achar que pode ficar em cima dele, aqui não é lugar para isso. Que? Estás louco? Sou eu quem dito as regras aqui! É igual naquela frase da torre do relógio da USP. Essa mesmo. “No mundo da imaginação dar nome é criar”, essa mesmo). Ficar erguendo um monte de muros sem fundações está me custando a paciência e o tempo de temperar os tijolos, além de uns amigos mais inteligentes que eu ficarem dizendo que não dá para “concluir ou se aproveitar um raciocínio lógico seu” e “suas proposições estão erradas, seu desenvolvimento está errado, sua conclusão está errada. Logo, não há nada que se aproveite de suas ideias. Você defende o indefensável Rodolfo”... É não tá fácil para mim também.

Ainda tenho dois planos para cumprir esse ano (e não nenhum deles envolve ficar rico, esse era o terceiro plano, mas me lembrei que não é disso que ando precisando, e também não é sobre mulheres, esse era o quarto, mas as coisas não andaram muito bem do começo do ano para cá com elas. Deixemo-las seguir suas ruas de flores e espelhos prateados) e os dois envolvem mais tempo que qualquer outro recurso que eu possa ter. Também estou precisando rever algumas notas sobre amizades, elas ficaram muito mais complicadas nos últimos dez anos. É gente saindo e entrando na minha vida sem controle algum, ou critério, ou razão, ou sentido, ou [preencha com sua insanidade favorita]. Eu não me lembro de ter dado adeus a um amigo antes dele me dar adeus, se ele segurar a minha mão, eu vou continuar segurando a dele. Eu entendo que a vida segue e prioridades vem e vão, mas existe alguns ideais que não deveriam ser abandonados... cof-cof lealdade cof-cof.


Ficamos assim então. Vocês seguem a vida de vocês e continuam estragando esse mundo e eu continuo fingindo que tudo não me irrita. E muito obrigado por virem aqui de vez em quando, a chave ainda está na máquina de lavar, se precisar conversar é só chegar, pegar a chave e entrar, mas não se esqueça de trazer um pack de breja (lager, por favor). Mi casa su casa. O que posso dizer hoje é uma frase de um pensador moderno muito importante para a nossa cultura e filosofia contemporânea: “Po-po-po-por hoje é só pe-pe-pe-pessoal!”. Brincadeiras à parte ouça essa música e vá procurar a tradução se não sacar de uma vez tudo, para de ser como todo mundo e querer as mesmas coisas que eles, sua mãe já te disse que você não é todo mundo, seja menos preguiçoso e vá procurar a letra. São meus sinceros votos, e da Joan também, para todo mundo que for humano, mamífero, cordado e triblástico, espero que você se encaixe na descrição...


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