quinta-feira, 14 de maio de 2015

Going to California

Plano cartesiano for Dummies

Já dizia um sábio que uma mulher só pode ser louca de acordo com sua... bem, formosura...
E nesse imenso palco de loucos que vivemos e fazemos nosso solilóquio, pois sim, ainda tenho minhas dúvidas do quanto eu tenho dito e quanto é compreendido pelo receptor, eu continuo sem entender o porquê dessa joça continuar girando, mas continuo gritando como se a vida fosse uma montanha russa.

Falemos de aparências: a aparência é a primeira medida que fazemos em alguém, pegamos toda a nossa carga de experiência e usamos como régua antes de medir outras coisas. Quando mais jovem eu achava que a visão era um sentido que eu poderia passar sem, ledo engano. Somos essencialmente criaturas visuais e descobri isso ao mudar de casa. Quando morava sozinho somente eu mudava a mobília de  lugar, e portanto, eu podia me mover no escuro lá. Eu me lembro de colocar água no copo e usar o dedo para saber quando devia parar de encher o copo, a água encostava no meu dedo e eu parava de encher.

Eu ainda sou um cara visual, apesar de andar de uniforme, vejo o mundo como todo mundo, só interpreto do meu jeito. Quase um ano que me mantenho longe de relacionamentos (sério até dos mais simples e casuais... Os onze meses mais longos de minha vida!) e acabei por ficar doido quando a possibilidade do soco surgiu, abaixai-me para fora da possibilidade como todo mundo...

Mas, não sou muito fã de me comparar com os outros (apesar das ideias contrarias que ando ouvindo por cá) e quando tenho de fazer alguma coisa que acho importante, eu faço um plano. Tem dado certo nesses anos, como a música dos Engenheiros do Hawaii: "Nem sempre faço o que é melhor pra mim, mas nunca faço o que não tô afim". Eu tô afim de fazer umas coisas agora, e mesmo ouvindo e lendo o que sempre me dizem ("Você tem potencial para fazer o que quiser"), eu sempre faço o que quero. Eu tenho um plano, um bom plano, mas ele colidiu com esse mundo regado a vesânia e narcisismo, e tive de correr para um porto seguro, ainda bem que ele sempre está lá onde eu o deixei.

Mulheres bonitas podem ser loucas, as feias também e até os homens podem ser loucos. Cada um cada um, certo? Bem aquela pegada de um antigo comercial de cigarros: "Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum" e tirando as evidências de que sou triblástico, cordado e mamífero não ando achando muitas similaridades, mas já é um começo.

E como todo começo tem de haver um desenvolvimento e depois uma conclusão... Bom, mulheres formosas podem ser loucas e como alguns homens podem ser loucos, eu vou ser um pouco. Talvez jogando, quase, tudo fora, eu possa achar algo novo...

Amanhã é aniversário de quem me faz lembrar de um conceito simples: Não se envolva, nunca! 
Ainda bem que a agenda do meu celular me lembra da realidade... Amanhã vai ser um dia tenso, mas como todos os outros vai passar... e depois riremos de tudo isso, como sempre rimos depois...

Tem alguma coisa de poético na solidão e em odiar relacionamentos, essa coisa é que não importa com quem tu trata: Não vale a pena. Eu queria crer no tio Robert Plant, mas ele estava errado... São todas iguais... então troque de roupa, coloque seu boné, grave três ou quatro frases de efeito e vá pro bar...

Toda loucura vale a pena, assim como prender o coração para deixar as mãos livres., pois quem não prende o coração tem de usar as mãos para se agarrar em alguma coisa. Contudo, nesse mundo onde os heróis estão na televisão não encontro gente sã para me lembrar e ensinar o certo. Meus heróis estão nos livros, nas pessoas que se levantam quando o mundo bate nelas.
Esse mundo é de vocês estraguem o quanto quiserem...
Qualquer coisa tô no bar.


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