quarta-feira, 27 de maio de 2015

One Bourbon, One Scotch, One Beer (JLH)


"Well my baby's gone, she's been gone tonight
I ain't seen my baby since the night before last
I wanna get drunk, get her off of my mind
One bourbon, one scotch, and one beer"

terça-feira, 26 de maio de 2015

Há algo de podre no reino da Dinamarca...

Acho que a vida tem dessas coisas de euforia desmedida e de calmaria prosaica. Um dia tú estás a mil, tua cabeça não para de girar contra a rotação da Terra, tudo parece suspenso e fora do lugar. Ai tu acorda outro dia e parece que desligaram a gravidade, deve ser essas porradas da vida, que tu leva e depois se acostuma.

Eu tive muitas conversas por essas semanas e li muitos escritores velhos, alguma coisa deles deve ter batido em um neorônio, que deve ter batido em outro, e assim sucessivamente até que por tentativa e erro as coisas entraram no lugar. Ouvir que o mundo é assim mesmo, sempre me pareceu uma desculpa para deixar as coisas como estão, e isso não me parece boa coisa. Contudo, vamos em frente, um olho para trás e outro na estrada.

Eu até disse que ia escrever menos e pensar mais, mas acho que todo mundo tem aquela coisa de ver para crer, ou de tocar para acreditar, a minha é isso: jogar um monte de palavras em um papel branco para ler mais tarde. É minha cápsula do tempo. As vezes ofendo uma pessoa ou outra, eu me ofendo também comigo, mas eu sempre fui capaz de pedir desculpas. Então... Desculpa ai...
Parece-me que jogando as coisas assim numa tela branca, vendo os rabiscos que vão dando forma e definição até chegar em uma imagem que se possa interpretar como substantivo concreto, é o modo que eu arrumei de pensar e refletir.

Ainda não achei os verbos certos, ou onde colocar os adjetivos. Os artigos eu sempre soube usar, tanto os indefinidos quanto os definidos. As preposições e os pronomes é que são importantes para mim, eles, eu tenho de estudar mais.

Bah... as coisas estão se acertando, igual tetris, ficam caindo aquelas peças e tu tem de ir encaixando. Eu ainda não tinha visto o botão de reset e tava só olhando a tela cheia. O esquema é começar devagar, fazendo uns pontos e ir se acostumando com a velocidade, com treino acho que dá pra zerar o jogo.

Lembrei de Hamlet, impressionante como nessas semanas foi mais fácil entender o principe dinarmaques e sua simulação de loucura. No quinto ato, quando o coveiro conversa com Hamlet, e este lhe pergunta o porquê do principe ter perdido a sanidade, ao que o coveiro responde: "por acreditar que tinha perdido a razão". Engraçado como para um homem são, perder a sanidade, basta crer que perdeu a razão. G. K. Chesterton escreveu que estamos criando homens tão humildes a ponto de duvidarem da tabuada... sou orgulhoso, mas em termos de pensar, gosto de acreditar que não ou melhor nisso... mas duvidar da própria sanidade é só dar apoio a um pensamento inutil e dar oportunidade a vanilóquios. Decidi bater o pé no quesito: sou são... que estou em paz comigo mesmo, mas não em paz com os outros... vale a pena testar esse caminho...

segunda-feira, 25 de maio de 2015

S07E01: Retrovailles - Cena 7: Vida Passageira

Encontrei Guilherme na estação de trem e depois pegamos um ônibus para o cemitério. Ao chegarmos um coveiro estava cavando a última morada de alguém, auxiliado por outro coveiro.
Primeiro coveiro: E ai Jão, quem é que vai morar ai?
Segundo coveiro: Um morto.
Primeiro coveiro: Eu sei abestado, mas sabe o nome do infeliz?
Segundo coveiro: Esse não tem mais nome não. Só vão chama-lo de Saudade agora.
Primeiro coveiro: Mais cê é besta mesmo. Fica ai fazendo piada com gente morta.
Segundo coveiro: Ele não se avexa mais não. Fique sossegado.
Primeiro coveiro: Mais os parente dele vão se avexar.
Segundo coveiro: Só se cê contar. Apesar de que, eu vou negar tudo.
Nesse momento chegamos eu e Guilherme.
Primeiro coveiro: Óia, eu vou pegar uma cana pra nóis.
Segundo coveiro: Faz bem. Ainda não conheci situação que não mereça um pouco de pinga. Seja a coisa boa ou ruim, a pinga lava a garganta e permite encarar o trabalho com mais naturalidade.
Victor: (À parte, a Guilherme) Esse manja dos paranâue.
Guilherme: (À parte, a Victor) Hum.
Segundo coveiro: (Canta)
Quando eu era menino eu amava,
Os dias passavam sem eu me dar conta.
A moça que me vendia a xana,
De graça, seus beijos me dava.
Victor: (À parte, a Guilherme) E ainda é poeta e cantor. Você que gosta de poesia, Guilherme, o que acha dessas rimas?
Guilherme: (À parte, a Victor) Acho que ele é como você, só mais um perdido tentando enganar a arte com rimas, sexo e álcool.
Victor: (À parte, a Guilherme) Ah! Acabei de me lembrar por que não te trago em velórios.
Guilherme: (À parte, a Victor) Cala a boca.
Victor: (À parte, a Guilherme) Bem, vamos falar com esse nobre homem, que faz o serviço que nenhum de nós tem vontade de fazer. (Ao coveiro) Bom dia amigo. Muito trabalho?
Segundo coveiro: Bom dia. O trabalho é bastante, mas não preciso de muitos cuidados.
Victor: Cuidados com a cova?
Segundo coveiro: Oxi, e cê ta vendo eu sovando pão?
Victor: Depende do ponto de vista.
Segundo coveiro: Não depende não. Mesmo que você goste de bater em gente morta saiba que a massa não cresce mais. Até os gordos como você deixam tudo aqui para alimentar os vermes. Daqui não se tira mais nada, só os ossos daqui a três anos.
Guilherme: (À parte) Eca!
Victor: Eu sei.
Segundo coveiro: Cê se sabe, por que tá perguntando?
Victor: Curiosidade.
Segundo coveiro: Bom pra você que a curiosidade matou o gato, cê tá salvo.
Victor: Que Judas você!
Segundo coveiro: Nem quero morrer enforcado, e também não tô pensando em te vender por moeda alguma, e nem pense que vou te beijar pra te trair.
Victor: (rindo) Certo, você venceu. O que faço para comprar seu apreço?
Segundo coveiro: Pode me comprar uma cana.
Victor: Certo, vou lá.
Guilherme: Eu vou para o velório. Vocês são doidos.
Voltei com o primeiro coveiro depois de meia hora. Não me lembro de estar em condições de cantar, ou mesmo andar, mas cantamos, andamos e bebemos uma garrafa de pinga enquanto eles cavavam e eu cantava.
Victor: (Canta)
...Quando seus amigos
Te surpreendem
Deixando a vida de repente
E não se quer acreditar...
Primeiro coveiro: Podia vim mais gente como o Tio ai né?
Segundo coveiro: É... ele tava chato antes, mais pelo menos agora ele canta e não fica perguntando as coisas.
Primeiro coveiro: E ainda comprou mais um litro de cana.
Segundo coveiro: Tem isso também. Mais daqui a poco vem o povo trazer o caxão, e nóis ainda não chegamo no sete palmo.
Primeiro coveiro: Verdade. Bom deixa eu te ajudar ai então.
Segundo coveiro: Faz bem. (À Victor) Hei! Desce essa cana aqui e muda de rádio que eu não quero mais ouvir essas música de roqueiro não.
Victor: Certo. Mas, hemos de cantar o que agora?
Segundo coveiro: Não emo nada não. Essa molecada de cabelinho pro lado rebola na mandioca.
Primeiro coveiro: Certeza.
Victor: Oxi... Não entendi é nada.
Primeiro coveiro: (Ao segundo coveiro) Vai amigo puxa um Pablo e manda essa sofrência pra nóis.
Victor: Acho que a minha cota de álcool deu galera. Vou nessa, mandem um beijo nas crianças por mim (Vai embora).
Primeiro coveiro: Acho que ele quer beijar as suas crianças.
Segundo coveiro: Oxi, homem algum vai beijar as minhas bolas!
Ambos riem.

sábado, 23 de maio de 2015

Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa

Acho que eu nunca conversei com vocês de verdade. Só fiquei aqui jogando minhas ideias regadas à álcool e mulheres malucas em vocês. Eu iria pedir desculpas por isso, mas me lembrei que não posso, pois são essas duas coisas que sofrem combustão no meu peito e mo permitem escrever esse monte de palavras sem sentido e sem esperanças... pois é, descobri que escrevo sobre mulheres que não terei e reinos na minha cabeça.

Parece-me que a razão de eu ler a Playboy é a mesma de eu ler a National Geographic, somente para ver lugares que eu nunca irei... Mas e você? O que você faz por aqui? Bom, não importa muito, talvez você seja uma daquelas pessoas que só querem passar um tempo rindo de um cara que não acha o ângulo para ficar de pé, mas encontrou todos os outros que nós fazem cair.
Enfim, como eu não comecei esse texto com proposições não o hei de terminar com uma conclusão, sem silogismos hoje, mas com um agradecimento e um aviso: Eu ando meio que procurando olarias, então eu ando sem tempo para refletir sobre os tijolos que estou fazendo, e acabei por jogar um monte de argila e água fria sem medir as quantidades. Dessa forma, eu vou tentar construir um muro por semana (e nada de achar que pode ficar em cima dele, aqui não é lugar para isso. Que? Estás louco? Sou eu quem dito as regras aqui! É igual naquela frase da torre do relógio da USP. Essa mesmo. “No mundo da imaginação dar nome é criar”, essa mesmo). Ficar erguendo um monte de muros sem fundações está me custando a paciência e o tempo de temperar os tijolos, além de uns amigos mais inteligentes que eu ficarem dizendo que não dá para “concluir ou se aproveitar um raciocínio lógico seu” e “suas proposições estão erradas, seu desenvolvimento está errado, sua conclusão está errada. Logo, não há nada que se aproveite de suas ideias. Você defende o indefensável Rodolfo”... É não tá fácil para mim também.

Ainda tenho dois planos para cumprir esse ano (e não nenhum deles envolve ficar rico, esse era o terceiro plano, mas me lembrei que não é disso que ando precisando, e também não é sobre mulheres, esse era o quarto, mas as coisas não andaram muito bem do começo do ano para cá com elas. Deixemo-las seguir suas ruas de flores e espelhos prateados) e os dois envolvem mais tempo que qualquer outro recurso que eu possa ter. Também estou precisando rever algumas notas sobre amizades, elas ficaram muito mais complicadas nos últimos dez anos. É gente saindo e entrando na minha vida sem controle algum, ou critério, ou razão, ou sentido, ou [preencha com sua insanidade favorita]. Eu não me lembro de ter dado adeus a um amigo antes dele me dar adeus, se ele segurar a minha mão, eu vou continuar segurando a dele. Eu entendo que a vida segue e prioridades vem e vão, mas existe alguns ideais que não deveriam ser abandonados... cof-cof lealdade cof-cof.


Ficamos assim então. Vocês seguem a vida de vocês e continuam estragando esse mundo e eu continuo fingindo que tudo não me irrita. E muito obrigado por virem aqui de vez em quando, a chave ainda está na máquina de lavar, se precisar conversar é só chegar, pegar a chave e entrar, mas não se esqueça de trazer um pack de breja (lager, por favor). Mi casa su casa. O que posso dizer hoje é uma frase de um pensador moderno muito importante para a nossa cultura e filosofia contemporânea: “Po-po-po-por hoje é só pe-pe-pe-pessoal!”. Brincadeiras à parte ouça essa música e vá procurar a tradução se não sacar de uma vez tudo, para de ser como todo mundo e querer as mesmas coisas que eles, sua mãe já te disse que você não é todo mundo, seja menos preguiçoso e vá procurar a letra. São meus sinceros votos, e da Joan também, para todo mundo que for humano, mamífero, cordado e triblástico, espero que você se encaixe na descrição...


sexta-feira, 22 de maio de 2015

Problemas do plural...

Um dia como qualquer outro almoçando com amigos, até eles decidirem o que comer...

Serumano01: Você vai comer o que?
Serumano02: Quero um penne.
Serumano01: Eu também. Garçom, por favor, dois pennes.

Pior armadilha do mundo


quinta-feira, 21 de maio de 2015

S07E12 - Babe I'm Gonna Leave You - Cena 10 - All my love

Helena: Obrigada. Se cuida. Tchau.
Victor: Tchau.

E chorei como criança o resto do dia, mas a noite eu já estava melhor, já pensava com clareza e estava disposto a seguir em frente de novo. Eu sei o que fazer, eu vou ter de deixa-la morrer, não falar mais dela, não pensar mais nela, ou se o fizer, ignorar o pensamento e continuar fazendo o que estava fazendo. Vou seguir o conselho que todo mundo me dá: “Esqueça ela”, e é o que vou fazer. Vou esquecê-la todos os dias.

Não há vencedores ou perdedores nessas horas “contas de amor sempre dão errado”, o que havia sobrado para mim era superar, mas não superar só ela e sim me superar também. Eu estou com quase trinta anos e matei o cara que fui uma vez, está na hora de fazê-lo de novo e dessa vez não vou matá-lo afogado em álcool, mas de tédio. Vou cuidar da minha vida e arrumar as coisas que preciso consertar. Eu queria muito lutar por ela. Contudo não é possível... ela nunca me amou. E eu sempre soube disso...

But now I have got to go away...

quarta-feira, 20 de maio de 2015

S09E12 - Cena - O Gato de Schweppes?

Ao chegar na porta do bar e me sacudir como um cachorro são bernardo vi Denise, minha garçonete abusada favorita e minha graduanda de psicologia favorita.

Denise: Olha se não é o bêbado conhecido.
Victor: Nolo episcopari.
Denise: Chovendo muito lá fora?
Victor: Não mais, trouxe a chuva para dentro.
Denise: No bar de quarta-feira?
Victor: Hoje é quarta?
Denise: (risos) É. Você não sabia?
Victor: Não, só sei que faltam mais dois dias para passar outros dois dias em casa.
Denise: Hum.

Ela fez aquela cara comum de quem concorda por não entender que já conhecemos.

Denise: Vai beber uma só?
Victor: Por hora...

Ela abriu a geladeira e pegou uma Heineken. Apesar de ser abusada ela é extremamente gentil, ainda mais em me conhecer a ponto de só me pedir um número, que eu forneço e ela põe em Heinekens na mesa, mas hoje ela colocou no balcão. Sentei-me numa dessas cadeiras altas de quatro pés, apoiei os braços sobre a mesa, peguei a garrafa e dei um gole longo na cerveja gelada nesse dia frio.

Denise: Cê tava sumido.
Victor: Estava trabalhando a noite.
Denise: Você trabalha com o que mesmo?
Victor: Em um laboratório.
Denise: Nossa! Sempre soube que você tinha mais que só cara de nerd.
Victor: Não só a cara, mas todo o restante também. Denise... desce um uísque cowboy.
Denise: Nossa! Nunca vi você tomar uísque.
Victor: Hoje é um dia especial.
Denise: O que aconteceu de tão especial para você querer beber uísque?
Victor: Um Déjà vu e eu não sei se estou sonhando ou acordado.
Denise: Sei... Tipo o gato de Schweppes.
Victor: Esse mesmo.

E concordei por não saber se ela se confundiu por trabalhar em um bar e viver perto desse refrigerante ou se ela queria parecer esperta e acabou se atrapalhando.

Denise: Quer conversar?
Victor: Ainda não.

Achei melhor esperar o Pedro para conversar, ela já me parecia muito confusa com um papo sobre uísque e ambos os gatos alemães, Schweppes e Schrödinger. Pedro levou quase uma hora para chegar.

Pedro: E aê mano! Como é que cê tá?
Victor: Mais ou menos.

E lhe contei toda a história desde manhã, desde a hora em que levei um fora e minha conversa com guilherme à tarde.

Pedro: Que foda cara, mas fica assim não velho, ela não valia a pena.
Victor: Começo a achar que nenhuma delas vale.
Pedro: Não seja ridículo, seu ridículo. Tem uma pá de mulher gata e interessante por ai. Logo, logo você se arruma.
Victor: Nem quero mais, por hora o esquema é pensar no que ando fazendo.
Pedro: Cê tem é de parar de pensar velho. Tá na hora de fazer as coisas acontecerem.
Victor: Pensar é como andar na chuva, né?
Pedro: Então cê tá pensativo pra caráio.

Toquei meu ombro, eu ainda estava ensopado da chuva. Puxei a camiseta e ela voltou a minha pele com aquele som característico de quem é feito de borracha. Olhei para o maldito do Pedro. Ambos rimos.

Pedro: Ow, cê tá tomando uísque mano?
Victor: Pois é, foi a Denise quem me deu.

Denise chegou perto da mesa e entregou o cardápio nas mãos de Pedro.

Pedro: Breja ou uísque?

Denise me olhou e esbouçou um sorriso daqueles que pessoas mancomunadas, amantes e amigos de longa data possuem.

Denise: Outro gato de Schweppes?
Victor (rindo): Pois é...

A garçonete abusada saiu com o pedido de Pedro e este me olhou nos olhos.

Pedro: Gato do que?
Victor: Véio, não faço ideia.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Os donos do mundo são?

“O mundo não é dado por nossos pais, mas tomando emprestado a nossos filhos” (Wendell Berry)

See you space, cowboy...

"Look at my eyes, Faye. One of them is a fake because I lost it in an accident. Since then, I've been seeing the past in one eye and the present in the other. So, I thought I could only see patches of reality, never the whole picture." (Spike Spiegel)

"Bang!" (Spike Spiegel)

Relaxa... Eu tenho um plano...


Talvez tudo seja um paradoxo e em meio a esse torvelinho um bom plano seja o modo de assentar razão nesses períodos vesanos. Eu tenho um monte deles, mas sempre busco formas de fugir, afinal eles me cobram responsabilidades. Talvez não seja hora de fugir por que errei de novo, talvez seja hora de pegar esses erros e dizer a eles que é dono de quem...

Sobre algumas coisas eu não queria estar certo, mas eu li muita coisa de Pasteur e como ele "Sou o mais hesitante dos homens, o que mais teme se comprometer quando não tem provas. Mas, ao contrário, nenhuma consideração pode me impedir de defender o que penso ser a verdade quando posso contar com sólidas provas científicas." e sou como Hamlet também, "Eu também sou razoavelmente virtuoso. Ainda assim, posso acusar a mim mesmo de tais coisas que talvez fosse melhor minha mãe não me ter dado à luz. Sou arrogante, vingativo, ambicioso; com mais crimes na consciência do que pensamentos para concebê-los, imaginação para desenvolvê-los, tempo para executá-los".

Contudo, mais do que químico ou fingidor de insanidade eu ainda sou eu. Então eu vou seguir em frente, senta essa bunda gorda ai e veja até onde alguém como eu pode chegar e, dessa vez, eu vou fazer por raiva, dessa vez vou fazer para me lembrar que não sou sempre o cara mais esperto da sala, mas o sou muitas vezes.

Relaxa... Eu tenho um plano... e vou precisar da perna daquele cara...

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Going to California

Plano cartesiano for Dummies

Já dizia um sábio que uma mulher só pode ser louca de acordo com sua... bem, formosura...
E nesse imenso palco de loucos que vivemos e fazemos nosso solilóquio, pois sim, ainda tenho minhas dúvidas do quanto eu tenho dito e quanto é compreendido pelo receptor, eu continuo sem entender o porquê dessa joça continuar girando, mas continuo gritando como se a vida fosse uma montanha russa.

Falemos de aparências: a aparência é a primeira medida que fazemos em alguém, pegamos toda a nossa carga de experiência e usamos como régua antes de medir outras coisas. Quando mais jovem eu achava que a visão era um sentido que eu poderia passar sem, ledo engano. Somos essencialmente criaturas visuais e descobri isso ao mudar de casa. Quando morava sozinho somente eu mudava a mobília de  lugar, e portanto, eu podia me mover no escuro lá. Eu me lembro de colocar água no copo e usar o dedo para saber quando devia parar de encher o copo, a água encostava no meu dedo e eu parava de encher.

Eu ainda sou um cara visual, apesar de andar de uniforme, vejo o mundo como todo mundo, só interpreto do meu jeito. Quase um ano que me mantenho longe de relacionamentos (sério até dos mais simples e casuais... Os onze meses mais longos de minha vida!) e acabei por ficar doido quando a possibilidade do soco surgiu, abaixai-me para fora da possibilidade como todo mundo...

Mas, não sou muito fã de me comparar com os outros (apesar das ideias contrarias que ando ouvindo por cá) e quando tenho de fazer alguma coisa que acho importante, eu faço um plano. Tem dado certo nesses anos, como a música dos Engenheiros do Hawaii: "Nem sempre faço o que é melhor pra mim, mas nunca faço o que não tô afim". Eu tô afim de fazer umas coisas agora, e mesmo ouvindo e lendo o que sempre me dizem ("Você tem potencial para fazer o que quiser"), eu sempre faço o que quero. Eu tenho um plano, um bom plano, mas ele colidiu com esse mundo regado a vesânia e narcisismo, e tive de correr para um porto seguro, ainda bem que ele sempre está lá onde eu o deixei.

Mulheres bonitas podem ser loucas, as feias também e até os homens podem ser loucos. Cada um cada um, certo? Bem aquela pegada de um antigo comercial de cigarros: "Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum" e tirando as evidências de que sou triblástico, cordado e mamífero não ando achando muitas similaridades, mas já é um começo.

E como todo começo tem de haver um desenvolvimento e depois uma conclusão... Bom, mulheres formosas podem ser loucas e como alguns homens podem ser loucos, eu vou ser um pouco. Talvez jogando, quase, tudo fora, eu possa achar algo novo...

Amanhã é aniversário de quem me faz lembrar de um conceito simples: Não se envolva, nunca! 
Ainda bem que a agenda do meu celular me lembra da realidade... Amanhã vai ser um dia tenso, mas como todos os outros vai passar... e depois riremos de tudo isso, como sempre rimos depois...

Tem alguma coisa de poético na solidão e em odiar relacionamentos, essa coisa é que não importa com quem tu trata: Não vale a pena. Eu queria crer no tio Robert Plant, mas ele estava errado... São todas iguais... então troque de roupa, coloque seu boné, grave três ou quatro frases de efeito e vá pro bar...

Toda loucura vale a pena, assim como prender o coração para deixar as mãos livres., pois quem não prende o coração tem de usar as mãos para se agarrar em alguma coisa. Contudo, nesse mundo onde os heróis estão na televisão não encontro gente sã para me lembrar e ensinar o certo. Meus heróis estão nos livros, nas pessoas que se levantam quando o mundo bate nelas.
Esse mundo é de vocês estraguem o quanto quiserem...
Qualquer coisa tô no bar.


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Relatividade, rodas e casamentos...

Serumana: Você devia tentar casar. É bom quando se acha a pessoa certa.
Eu: Não entendo essas modernidades.
Serumana: mas isso é mais velho que a roda.
Eu: Não pra mim. Eu conheci a roda antes desse negócio de casamento.

Isso que é exemplo de relatividade...

Como eu me sinto quando o almoço é de graça...


Todo mundo precisa de algo que o anime... 
No meu caso são quaisquer coisas de graça!!! Rs

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Um pouco de cor nesses dias cinzas...

Engromino o blogger para escrever no dia em que chegaste. Escolho o último segundo do último minuto daquele que nunca mais vai ser só 21 de Abril. Para ficares já a saber como eu sou: quase sempre atabalhoada, às vezes um bocado aldrabona e frequentemente em cima da hora.
[Espero que gostes de mim na mesma]
Escrevo porque, ficas também já a saber, tenho algumas dificuldades em falar, em explicar bem o que sinto em voz alta. Funciono melhor com as palavras escritas, quase com toda a gente. Depois há alturas em que quase que vomito (desculpa a imagem feia num dia tão bonito, mas é que também sou um bocado abrutalhada) os sentimentos pela boca. E fico toda contente, tipo "consegui, iupi!".
[Espero ter intimidade suficiente contigo para fazer isso pelo menos uma vez nas nossas vidas]
Fiquei toda torcida por dentro quando soube que faltava mesmo pouco tempo para tu chegares. Porque gosto muito da tua mãe. Também do teu pai. E outra vez quando te vi. E quando te vi outra vez e finalmente te peguei porque da primeira vez estava mais preocupada com a tua mãe.
[Espero que compreendas]
Tenho aqui uns amigos para ti.
[Espero que se entendam e queiram estar juntos]
Tenho aqui umas coisas para ti.
[Espero que chegues a casa para te levar]
Tenho aqui um coração e uma casa onde serás sempre muito bem vindo.
[Espero que queiras por cá passar]
E ficas já a saber que para nós és o Guilhas-maravilhas, que gostamos de rimas malucas e outras coisas que tais.

http://moulin-rose.blogspot.com.br/2009/04/engromino-o-blogger-para-escrever-no.html

quinta-feira, 7 de maio de 2015

"Cum Panis" et Circenses

Espero que eu não esteja certo, e que você lendo isso se sinta no direito de me julgar e condenar do mesmo modo que condenei...

Eu acreditava que não era necessário trocar de amigos se você entender que eles mudam, mas eu estava errado, tão errado quanto Atreu se vingando de Tiestes. Chega uma hora que você tem de vomitar tudo o que te ensinaram e descobrir por si mesmo as verdades que jogou fora. É um trabalho que todo acaba fazendo na adolescência, você acaba por negar os ensinamentos de teus pais para mais tarde os entender.

Quando se tem de cortar laços com amigos, não importando a razão nesse momento, você deixa de comer com eles, você deixa de ser companheiro deles.

Chegou essa hora de cortar laços. Essa porra de mundo ta de ponta cabeça. Não quero mais essa merda toda, todo mundo está tão louco que eu já me acho são, e eu sei que se achar são é ser louco. 

Gosto da frase do Coringa, em A Piada Mortal, quando ele diz para o Batman: "A diferença entre nós dois é um dia ruim". Toda essa merda jogada no ventilador e batendo em todo mundo foi causada por um único dia ruim. Um dia de merda e você caga tudo. Um dia ruim e anos de amizade se vão. Um dia ruim e semanas de trabalho são perdidos. Um dia ruim e seu namoro de cinco anos acaba. Um dia ruim e sua vida acaba...



Poema em Linha Reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

(Álvaro de Campos)

S07E01 - Retrovailles - Cena Final

Pedro: E agora Victor? Como eu vou superar isso?
Victor: Superar uma perda pode ser impossível, mas recomeçar é inevitável. Você tem uma esposa e pretendem ter filhos. A vida segue meu amigo. Depois de um tempo você só se lembrará dela nos aniversários. No dia do nome dela, e no dia que ela abandonou a própria realidade.
Pedro: Às vezes eu acho que você não tem mais coração...
Victor: Eu também.

O lego da vida

Desconstruir uma vida já me foi mais fácil... Talvez por que não tinha tantos vícios e por que para cair basta deixar a gravidade te puxar. Hum... então talvez a palavra certa seja construir agora. Hodierno eu me olho no espelho e to mais parecido com o cara que conheci, até uma amiga me disse que sou mais do cara que ela conheceu.
Contudo, não to a fim de ser aquele cara de novo, nem de ser o cara que fui até a última epifania, talvez a solução seja ser a intersecção desses conjuntos e também ser um conjunto novo. Ainda to cometendo uns erros, deixando meu coração aberto, falando o que penso e agindo como adolescente. Nesse terreno novo é diferente de se andar, sei lá, as coisas que eu achava básicas não se aplicam mais, é mais difícil andar, mas é mais divertido também. Um dos meus melhores amigos, aquele me liga no dia do irmão, disse-me para parar de acertar nos velhos erros e tentar erros novos. Acho que to conseguindo, velho!
Ainda dói errar, dói ser julgado, dói não poder ter o que se quer na hora que se quer, dói até ser comparado com os outros (que ultraje, imagina me comparar com outros caras, como se eu fosse uma grandeza diferente mensurada com um aparato ordinário... Rs), mas eu acho que é parte do processo. Ando falando demais de mim mesmo e não deixando as pessoas tirarem suas próprias conclusões. E nada é mais chato do que alguém falando de si mesmo...
Como tudo tem pelo menos dois lados, ontem eu ouvi que não falo como antes, que agora já falo de futuro, ideais e outras coisas que todo mundo quer, mas não sabe o custo, igual todo mundo! O chato é que não se pode sair correndo, ultrapassar a vida, bater no muro e salvar o mundo em duas horas. É sempre um processo que começa com premissas e termina em conclusões...
Uma amiga me mandou um recado dizendo que jogos de adultos envolvem "escolhas vs conseqüências", não acredito, sempre fui mais de acreditar em responsabilidades (e por fugir delas por anos aprendi a reconhecê-las, quiçá, eu seja o cara mais apto a falar delas...). Assim, escolhas não envolvem só conseqüências, mas responsabilidades também.
Desde as pessoas que cativa... aos crimes que comete...
Engraçado, um amigo me perguntou por que eu uso a palavra crime para eventos ruins, bem... foi Lutero quem me ensinou, e eu acabei usando sua frase como segundo vértice para um plano de vida. Divirta-se.

"Não quero e não posso retratar-me, pois não é justo e nem aconselhável agir em desacordo com a própria consciência."

terça-feira, 5 de maio de 2015

Fim

Chega uma hora que seus pensamentos são seus... Que cada célula tua é tua... Que não vale a tinta do tinteiro...

Obrigado a você que seguiu até aqui.

Agora vai tomar conta da sua vida, o mundo é vasto demais pra ti...

Adeus, pois não há contos a serem escritos ou lidos...

Adeus.