sábado, 16 de dezembro de 2017

Pés-de-amora


Eu vivo em mundo triste, mas não lamente, pois apesar de estar trancado como o cride e os animais ainda há esperança. a imagem acima retrata um protesto de professores onde os agentes da lei e detentores do monopólio da violência bateram em um pé de amora até ganharem. Obrigado por nos proteger.

É triste ver um país onde o presidente é uma cópia do imperador Palpatine com fetiches por menininhas. O presidente da câmara dos deputados é um afiliado do DEM, resquícios de uma era que só deveria ser lembrada como mau exemplo. O palhaço disse que o circo está zuando demais, isso depois de conseguir sua aposentadoria depois de oito anos sem fazer nada. O Frota, é aquele cara que acha que "o negocio e comer cú e buceta", fala de politica e escolas sem partido depois de dar o bom exemplo a, pressuposta, puritana família comendo transgêneros. Nada contra. Acredito que qualquer um pode fazer o que quiser se arcar com as consequências. E a lei garante que você possa comer quem quiser e que qualquer um possa dar o que quiser. Contudo, eu ainda não sei quem ele representa... O Frota conseguiu os direitos de usar o nome MBL, o que agora poderá ser usado como nome de filme porno, afinal é um bando de gente com a mente fodida mesmo, imagina que louco: "MBL, a vingança dos virgens."

O difícil mesmo é ver um policial pintado de rosa dizendo que sofreu ferimentos em um protesto de professores. O imbecil deve ter faltado as aulas de biologia e não sabe que o sangue é vermelho, devido ao ferro nele.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Eu disse que gosto de você hoje?

O telefone toca. Eu me assusto. Nos dias de hoje as pessoas não ligam umas para as outras. Elas só usam redes sociais e áudios gravados. Olhei o número. Ele não estava registrado nos contatos. Cobrança... pensei. Ignorei a chamada. O telefone tocou mais uma vez. Ignorei. Ele tocou de novo. Alguém morreu. Atendi a chamada.

Victor: Alô.
Voz feminina: Victor?
Victor: Eu sou.
Voz feminina: Sabe quem está falando?
Victor: Não. Não conta. Estou entediado, deixei-me acertar?
Voz feminina: (Risos) Você ainda tem esse espirito besta.
Victor: A-ha! Alguém que passou um tempo comigo. Estudamos juntos?
Voz feminina: Sim. Bom eu estudei, você ficava dormindo no fundo da sala.
Victor: Ha! Helena! Como anda essa vida mansa?
Voz feminina: To bem.

Helena: Você disse que havia umas cem mil mulheres como eu. Achou alguma?
Victor: Ainda não, mas to na busca.
Helena: Me esqueceu como disse que ia?
Victor: Todos os dias (risos). Todos os dias eu tenho de te esquecer.
Helena: Pagou a sua dívida?
Victor: Sim. Finalmente a minha consciência está em paz. E você? Está casada?
Helena: Separada...
Victor: Quando o aluno está pronto o mestre surge.
Helena: Ainda não entendo metade das coisas que você diz (risos).
Victor: Eu já disse que gosto de você hoje?
Helena: Ainda não.
Victor: Eu vou dizer. Quer jantar?
Helena: Claro. Está dirigindo?
Victor: Não (risos). Não é o meu estilo.
Helena: Assim você não vai casar...
Victor: Então... Não é o meu estilo...
Helena: Bobo...
Victor: E lindo e gênio e cruel.
Helena: Gênio e cruel eu concordo.
Victor: Você me acha feio, mas na prisão eu sou mou gato.
Helena: Você também disse que ia achar uma mulher tão bonita e inteligente como eu. Achou?
Victor: Não. Foi você quem disse que eu nunca mais ia achar uma mulher bonita e inteligente como você. Você estava certa, ou elas são inteligentes, ou bonitas, raramente os dois e nunca achei uma que te superasse nesses quesitos.
Helena: Ha! Sou foda! Sentiu a minha falta então?
Victor: Mais no começo...
Helena: É você está acostumado com a solidão. Você sempre dizia isso. Ainda ligando para as meninas e pedindo elas em casamento?
Victor: Ainda. Ás vezes faz-me falta a tua presença. Acabo por buscar você em outras (risos). O que é uma mentira boa né? Pois, sinto falta da você de antes. Não a conheço mais.
Helena: Nem eu te conheço mais...
Victor: Oi, eu sou o Victor e tenho 33 anos. Gosto de ler e do som do silêncio... E gosto de você.

Ela ri. A conversa se desenvolve. A janta é boa... O pós janta é melhor. Quando uma mulher usa a sua camisa e desfila pela casa parece que ela está usando o uniforme do seu time né? Joguei os 90 minutos e os acréscimos. Contudo, o jogo tem de ser uma partida na minha casa e outra na dela... Certo?

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

E segue a vida...

Ela: E vamos viver do que?
Eu: De flores e poesia.
Ela: Isso não alimenta ninguém. 
Eu: Somente pão e água também não. A humanidade vive independente de nós. Contudo, eu queria dobrar a própria realidade para te mostrar o que você ainda não vê... E pior você poderá viver a vida inteira sem ver, pois olhar e ver são coisas diferentes.
Ela: E você pode?
Eu: Não sei... E não importa...De todas as merdas do mundo... Eu só quero acordar do seu lado todos os dias e acreditar que você é linda ... aos meus olhos.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Pense! Pense sempre!



Com sua licença para uma paródia nesses dias de comediantes disfarçados de cidadãos e seus políticos de narizes vermelhos e colarinhos brancos...

"Lembrai, lembrai do doze de maio
O golpe, a traição, o ardil
Por isso não vejo como esquecer
Uma traição de golpe tão vil"

Pense, pense sempre, não importa se é sobre a conta de luz, sobre o por quê dos gravitons atravessarem as p-branas, sobre os oceanos sob o gelo de Europa, sobre o ácido derramado na água, sobre a lama invadindo o oceano, sobre a politica! Sobre a crise do país! Pense. Pense sempre!





quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Sobre sologamia e amor próprio...

E algumas pessoas estão casando consigo próprias e outras abandonando relacionamentos para poderem se amar... E o louco sou eu.

Primeiramente (Fora Temer!), conversemos sobre sologamia - o que de fato não foge muito do outro tema desta discussão. Uma mulher casou com ela mesma (?), o que chega a ser engraçado por que quando eu me amo eu só chamo de punheta, mas voltemos ao assunto, a que ponto podemos respeitar a própria privacidade, gostar de si mesmo - não hei de usar um termo tão forte quanto amar, pois acredito que amor é um ato de doação não de aceitação -, aceitar os próprios defeitos e viver em um mundo onde o emissor nunca é entendido pelos receptores?

E quem em sã consciência aceitaria ir em uma festa de auto-casamento? (Bom, eu iria se fosse open bar). Quando eu achei que havia entendido a solidão que as outras pessoas passam leio essa matéria: Sologamia. Por que raios alguém deveria mostrar ao mundo que se ama? Para ter aceitação pública, tentar se convencer que se ama? Ou isso é só um grito desesperado "Por favor, alguém me ame!"...

Talvez ela só queira se vestir de noiva, talvez fosse um sonho que ela desejava realizar. Eu entendo, também já quis o simbionte do Venom. Contudo, eu nunca achei que sair vestido de Venom na rua era uma boa ideia, assim como bater punheta na frente dos meus amigos para que eles saibam que eu gosto de mim mesmo.

E o que dizer de alguém que se ama a ponto de casar, com outrem dessa vez, e o abandonar em uma clara expressão de "eu me amo mais do que o amo"? Não entendo, pois hoje eu me amo mais do que amo as outras pessoas (não no sentido de bater uma punheta dessa vez... ou sim), mas no sentido de que ainda não achei alguém a quem submeter a minha felicidade, ou seja, de fazer a felicidade de alguém ser a razão da minha. Estamos falando de uma esposa ainda, mas e quando houverem filhas? E quando eu tiver de submeter a minha felicidade a felicidade de outras duas pessoas... ou três? Cada vez menos Eu... E eu espero que isso seja uma doação de mim, que isso seja amor... Não isso: Amor próprio.

"P-p-p-ooo-Por-ho-ho-hoje-é-é-é-só-pe-pe-pessoal."


sábado, 16 de setembro de 2017

Mais amor por favor ou...


As pessoas seguem padrões. Os olhos viram para cima e a direita quando querem construir um memória. Elas sonham os mesmos sonhos. Serem servidos, mas não servir. Parecerem felizes, mas não o serem. Serem Todo o Mundo, mas não o Ninguém do tio Gil. Tirar fotos de cada segundo, pois é mais importante mostrar aos outros do que viver...

Então eles se apegam a conceitos que não servem para nada, choram por razão alguma, sorriem por qualquer razão, cercam-se de amigos para dividir suas aflições e em meio a mais gente perdida se sentem bem. Passam a dizer "eles" e "nós", pois não sabem que há somente nós. Dividem seu tempo entre conversar com todo mundo, mas nunca consigo mesmo. Choram em frente a pessoas que não se importam o mínimo com elas, mas esperam ajuda. Querem alguém que os ame, mas traem cada concepção de compromisso que gostariam de possuir. Gritam pelo amor, mas não fazem ideia do que do que amar significa. Geram filhos na esperança de serem amados, mas não sabem amar. Por não terem amigos de verdade pagam para serem ouvidos. Lavam, passam e cozinham por condicionamento. Não aguentam a solidão, então saem de casa, compram prazeres, bolsas, sapatos, carros, roupas, jóias para poderem dizer: "Eu posso". Viajam para sair da própria rotina, pois nunca criaram uma rotina que as satisfizesse. Contam suas vidas, seus anseios, suas necessidades a qualquer pessoa. Saem com o celular ligado, tiram fotos, mandam áudios, não olham nos olhos, não querem estar ali, mas não querem estar em lugar algum. Aceitam o fanatismo, religiões, crenças, pensamentos positivos, pois não fazem ideia do que fazer com a vida que possuem. Ainda não descobriram que a vida não foi feita para ser feliz, mas para ser vivida. Rezam a cruzes, carpinteiros, monges, profetas, cavalos, colheres, pirâmides, cristais, cartomantes, ou qualquer coisa que dê significado a pequenez do universo em que vivem.

Depois, sentam em bancos, cadeiras, no chão e compartilham seus anseios esperando que curtam suas vidas, pois eles mesmos não gostam dela. Então, no fim das ideias simplórias que possuem tentam gritar ao mundo: "Mais amor, por favor." quando só querem dizer: "Mais sexo, por obséquio.". Extrapolando, só querem dizer: "Amem, por que eu não me amo."...

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Sobre mim por Big Bill

Mas quando escrever sobre mim, por favor, não diga que sou um músico de jazz. Não diga que sou um músico de jazz ou um guitarrista - escreva só Big Bill era um conhecido cantor e tocador de blues, e gravou 260 blues de 1925 a 1952; ele estava feliz quando estava bêbado,  e tocando com mulheres; ele era querido por todos os cantores de blues, alguns ficavam com ciumes às vezes, mas Bill comprava uma garrafa de uísque e eles começavam a rir e a tocar de novo, Big Bill ficava bêbado e escapava da festa e ia para casa dormir...

terça-feira, 5 de setembro de 2017

O mundo coletivo de cada indivíduo

As pessoas gozam quando o seu time joga.
As pessoas gozam quando compram algo novo.
Eu gozo quando, fudendo, olho nos olhos da mulher e ela torce os lábios a cada forçada que eu dou. Os olhos reviram para cima, os dentes mordem os lábios e um sussuro vaza da contensão.
Não sei quando joga um time de futebol,  não sei quanto custa aquilo...
Só sei que um gemido representa um esforço,  um sabor, um cheiro, uma visão, um som...
Não danço em qualquer música,  não canto qualquer música.
Eu abro portas, eu pago a conta, eu sorrio em meio ao caos, aos fluidos, em meio aos gemidos...
Eu prefiro ser o cara que fode em meio ao caminho úmido dos olhos celestes, ao olor reconhecível de dois corpos, o cara que carrega a mulher a cama...
Sou machista? Não. Sou homem. Escolha o seu. Eu gosto de fuder e sorrir, contar piadas para quebrar o clima. Sou o que sou... quero que você foda com quem quiser... eu gosto de foder olhos que reviram, caminhos úmidos, dentes que mordem lábios, unhas que rasgam costas, juras a emoções, corpos em estados latentes, mentes bêbadas de encontros.
Um achar perdido fortuito em suor, gemidos, piadas e promessas curtas...

Triste morena... muito triste... que o tempo matou o que eu achei que fosse eterno...

Não me lembro de acordar contigo hoje...
Eu sabia o nome dela, o calor dela,  o cheiro, o sabor...
Não me lembro  de ti...

A vida segue... e há uma miríade de coisas que cada mulher, pois vocês não são todas iguais, tem a oferecer...

Tudo o que é imortal morre mais cedo...

Dormi sobre seios que não eram os seus...

domingo, 3 de setembro de 2017

Ah! Entendeu (?)

Eu: Mulher, é só pegar a massa molar e multiplicar pela concentração em mols e depois dividir pelo volume.
Serumana: A! Entendeu...
Eu: Entendi... não estou te explicando?
Serumana: Não. Eu entendi.
Eu: ...Eu que não entendi então. Por que você não conjuga o verbo certo?
Serumana: É mania. Valeu, tchau.

Eu deveria imaginar, não sabe regra de três vai conjugar verbos? Conjuga ai o verbo colorir na primeira pessoa do singular... Imagina a Serumana falando isso que você pensou agora... Eu hein... Prefiro ter a mania de ler dicionários...

domingo, 27 de agosto de 2017

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Vilões

Hodierno.

Serumano: Mano, você gosta de funk?
Eu: Não. Por que? Tem algum vindo em nossa direção?
Serumano: Não cara... Por que você não gosta?
Eu: Sei lá, acho ofensivo, degradante e simplório, tipo sorvete de ervilha.

500 anos antes.

Marquês: Dom, tu gostas de Vicente?
Duque: Não. Por que? Tem o visto por cá?
Marquês: Não meu nobiliárquico amigo... Por que não gostais?
Duque: Acho-o mui carpinteiro, atemporal e de autos, como pão de argila.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Vita à Putanesca

Não é engraçado que tenhamos que correr às vezes para fazer o jantar de alguém? E que às vezes não fazemos algo elaborado devido as sacanagens que fazemos para sentir prazer e postergar nossas obrigações?

Às vezes não só na janta fazemos um macarrão à Putanesca, mas também o fazemos na vida.

Pelo menos uma vita à Putanesca é tão saborosa quanto o prato... Rápida, gostosa e enche de sentido o estomago e a vida... Contudo, na vida e na janta eu prefiro sem sardinhas, o peixe, pois ainda prefiro contar quantas sardas há no corpo daquela mulher...

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Oui!... Réaction Noir (Leia em francês)

A meia noite havia batido a tempos em sinos de cobre na igreja matriz, meu copo ainda estava cheio de um uísque sem vergonha, Humberto Gessinger teria me aconselhado um escocês, mas minha carteira aconselhava algo forte e barato.
Após algumas palavras mau ditas e interpretações ruins, um beijo simples sem vontade, uma mão passeando por resvaladiços sem a energia potencial que a água usa para lapidar caminhos, mais palavras mau ditas e interpretações ruins e meu copo já não estava mais tão cheio.
A garçonete abusada oferece gelo de água de coco para diluir um uísque sem vergonha, eu aceito, pois até urina deveria melhorar o sabor daquilo. Espero o gelo fundir e jogo mais palavras mau interpretadas por dizeres ruins. O copo está mais cheio.
Um último beijo mau dado, palavras bem ditas soam um adeus. Sem águas correndo no último beijo. O copo fica com seu conteúdo mais baixo e eu com a cabeça mais alta. Não foi uma noite boa, eu ainda estava sóbrio. Decidi ir para casa sozinho... Ou decidiram por mim... Não me lembro... E não importa.

Cheguei em casa, não me lembro como. Decidi abrir uma dessas cervejas massificadas e assistir um site de videos online, ou streaming, ainda não entendi essas palavras novas: crush, anitta ou neymar... sou velho.

Gosto de assistir o roda viva e videos de entrevistas com filósofos... sou velho. Contudo, havia um vídeo sobre reações há filmes ou desenhos... Não me lembro... E não importa. O que me impressionou foi a quantidade de views (?) (caralho, de visualizações daquela merda), era uma tela menor dentro de uma maior (tipo boneca russa) onde um cara ficava fazendo caretas e gritando nas cenas de impacto. Fiquei atônito, eu havia gasto cinco minutos da minha vida. decidi procurar se esse tipo de vídeo era tendencia. É. As tendencias de René Dubos estavam erradas dessa vez, o destino é claro.

Decidi desligar o computador. Abri mais uma breja e acendi um cigarro. Passei o tempo de uma breja pensando nesta noite. Eu havia perdido mais uma noite da minha vida... e se essa fosse a noite do... não me lembro o nome do cara... mas a frase é: "E se essa fosse a ultima noite do mundo?"

domingo, 30 de julho de 2017

Receita de Mulher 3



"Não há meio-termo possível. É preciso 
Que tudo isso seja belo."

Mesmo comendo sopa...

terça-feira, 25 de julho de 2017

Nada a dizer...

E se eu não tivesse nada a dizer... e se eu fosse como todo mundo? E se tudo o que eu quisesse fosse conforto, como todo mundo?
Que tipo de homem eu seria?

sábado, 15 de julho de 2017

Leve-me para a Lua...

"In other words, hold my hand"




Ela estava chateada, em verdade ela queria arrancar o meu maravilhoso cabelo com as mãos. Havíamos discutido sobre o futuro, ela queria casar, eu queria uma bicicleta.
A briga foi sobre o que havíamos conquistado juntos, bom... Ela ganhava mais do que eu, estava no penúltimo ano da faculdade e havia tirado a habilitação para dirigir. Eu ganhava pouco, havia deixado a terceira faculdade sem completar e nunca, mas nunca mesmo, sonhei em ter carro ou dirigir.

Eu trabalhava em um laboratório na zona leste de sampa. Ela na Cidade Jardim. Eu tinha de tomar aquela mulher de volta. Ela tinha de ir a faculdade. Eu comprei uma lanterna, imprimi um slide, comprei uma caixa de bombons. Ela saiu do trabalho, tomou um busão e foi a USP.

Quando cheguei ela estava conversando com seus amigos. Um deles apontou para mim e ergueu o queixo. Ela se virou e não sorriu. Eu esboucei um riso. Com um rosto lacônico ela veio veio até mim.

Mulher: O que você quer?
Eu: Três minutos.
Mulher: Beleza, vamos lá fora.

Fomos a um palco onde outrora rolava o Som Brasil da TV Cultura. Pedi para ela sentar. Tomei a lanterna e a coloquei no chão, coloquei o slide na frente e a liguei. A Lua brilhava na parede da editora que ficava ali do lado. Abri a caixa de bombons e dei a ela.

Eu: Essa é a Lua. Hodierno é tudo o que tenho e agora é seu.

Ela sorriu...

"Fly me to the Moon."

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Receita de Mulher 2


"É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República Popular Chinesa)."

domingo, 9 de julho de 2017

Receita de mulher 1


"As muito feias que me perdoem 
Mas beleza é fundamental."

O que pode ser mais belo que uma ruiva lendo, fumando e com o nome de Faye Reagan!

sexta-feira, 7 de julho de 2017

O segredo do tesouro de Bresa

Houve outrora, na Babilônia, um pobre e modesto alfaiate chamado Enedim, homem inteligente e trabalhador, que não perdia a esperança de vir a ser riquíssimo. Como e onde, no entanto, encontrar um tesouro fabuloso e tornar-se, assim, rico e poderoso? Um dia, parou na porta de sua humilde casa um velho mercador da Fenícia, que vendia uma infinidade de objetos extravagantes. Por curiosidade, Enedim começou a examinar as bugigangas oferecidas, quando descobriu, entre elas, uma espécie de livro de muitas folhas, onde se viam caracteres estranhos e desconhecidos. Era uma preciosidade aquele livro, afirmava o mercador, e custava apenas três dinares.
Era muito dinheiro para o pobre alfaiate, razão pela qual o mercador concordou em vender-lhe o livro por apenas dois dinares.
Logo que ficou sozinho, Enedim tratou de examinar, sem demora, o bem que havia adquirido. E qual não foi sua surpresa quando conseguiu decifrar, na primeira página, a seguinte legenda: "O segredo do tesouro de Bresa." Que tesouro seria esse? Enedim recordava vagamente de já ter ouvido qualquer referência a ele, mas não se lembrava onde, nem quando. Mais adiante decifrou: "O tesouro de Bresa, enterrado pelo gênio do mesmo nome entre as montanhas do Harbatol, foi ali esquecido, e ali se acha ainda, até que algum homem esforçado venha encontrá-lo." Muito interessado, o esforçado tecelão dispôs-se a decifrar todas as páginas daquele livro, para apoderar-se de tão fabuloso tesouro. Mas, as primeiras páginas eram escritas em caracteres de vários povos, o que fez com que Enedim estudasse os hieróglifos egípcios, a língua dos gregos, os dialetos persas e o idioma dos judeus. Em função disso, ao final de três anos Enedim deixava a profissão de alfaiate e passava a ser o intérprete do rei, pois não havia na região ninguém que soubesse tantos idiomas estrangeiros.
Passou a ganhar muito mais e a viver em uma confortável casa.
Continuando a ler o livro, encontrou várias páginas cheias de cálculos, números e figuras. Para entender o que lia, estudou matemática com os calculistas da cidade e, em pouco tempo, tornou-se grande conhecedor das transformações aritméticas. Graças aos novos conhecimentos, calculou, desenhou e construiu uma grande ponte sobre o rio Eufrates, o que fez com que o rei o nomeasse prefeito.
Ainda por força da leitura do livro, Enedim estudou profundamente as leis e princípios religiosos de seu país, sendo nomeado primeiro-ministro daquele reino, em decorrência de seu vasto conhecimento.
Passou a viver em suntuoso palácio e recebia visitas dos príncipes mais ricos e poderosos do mundo.
Graças ao seu trabalho e ao seu conhecimento, o reino progrediu rapidamente, trazendo riquezas e alegria para todo seu povo.
No entanto, ainda não conhecia o segredo de Bresa, apesar de ter lido e relido todas as páginas do livro.
Certa vez, então, teve a oportunidade de questionar um venerando sacerdote a respeito daquele mistério, que sorrindo esclareceu:
- O tesouro de Bresa já está em seu poder, pois graças ao livro você adquiriu grande saber, que lhe proporcionou os invejáveis bens que possui. Afinal, Bresa significa "saber"...
Com estudo e trabalho pode o homem conquistar tesouros inimagináveis. O tesouro de Bresa é o saber, que qualquer homem esforçado pode alcançar, por meio dos bons livros, que possibilitam "tesouros encantados" àqueles que se dedicam aos estudos com amor e tenacidade.

sábado, 1 de julho de 2017

Sampa Fashion Day

Serumano: Vic, tu precisa parar de andar de luto e usar umas roupas mais alegres.
Victor: Estou bem como estou.
Serumano: Você deve se vestir para o emprego que você quer, não para o que você tem.
Victor: Quem tem de batalhar para se manter no topo da arvore e perto dos frutos é você. Eu planto a minha própria árvore.
Serumano: Chato!

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Cara... Você não vai acreditar mas o sofá explodiu sozinho!


Albert Einstein

"Se uma ideia não parecer absurda no começo, então não vale a pena."

"Você nunca resolverá um problema se mantiver a mesma linha de pensamento de quem o criou."

"Se batermos de frente com a razão, nunca chegaremos a lugar algum."

"Os intelectuais resolvem os problemas. Os gênios os evitam."

"A partir do caos, encontre a simplicidade."

"Em tempos de crise, a imaginação é mais útil que o intelecto."

terça-feira, 4 de abril de 2017

Por acaso...

S07E03 - Por Acaso
(Victor e Helena andando na avenida)

Era noite e estava frio, eu estava de camiseta preta, calça jeans e tênis, ela estava com a jaqueta lhe dei em seu aniversário, calça social e sapatinhos. Meu cabelo estava desgrenhado de tanto passar a mão nele, ela estava com o cabelo arrumado e de batom rosa. Andávamos na avenida em direção ao ponto do ônibus dela. Ela tomou meu braço em meio ao seu e se aproximou de mim, nesse período da minha vida eu sei que não é nada demais... Ela só queria sentir o calor do corpo de alguém, tanto faz o eu ou o do Charles Manson.

Helena: Se alguém tentar nos assaltar você vai bater nele né?
Victor: Claro. Sou treinado em técnicas de sobrevivência no Ártico.
Helena: Bobo.
Victor: Nunca. Eu sou um gênio. Hei de golpear o mano como o Sherlock no filme, pensando em cada golpe.
Helena: Claro que vai.
Victor: Claro que sim, eu sou bom quando quero fazer algo.
Helena: Você sempre acha que faz tudo muito bem quando quer.


Essa á frase que mudou tudo. Eu não sou bom em grande parte das coisas que quero ser, mas sou pior na habilidade que mais desejo: Fazer essa mulher feliz. Eu a olhei sem resposta, poderia ter feito qualquer piada, mas eu não queria. Aquela frase bateu forte em mim e eu não fui capaz de me articular. Ela deve ter notado o silêncio e voltou a falar.


Helena: Obrigado por ser meu amigo. Você é meu psicologo particular.
Victor: (Risos) Amanhã você vai lá e diz para ela que: “Não preciso mais de você mulher. Meu amigo gênio conversa comigo e me ouve melhor”.
Helena: Ela não acha que você é melhor não.
Victor: Oxi! Você andou falando de mim para ela?
Helena: Claro. E ela te acha inconsequente.
Victor: Como assim? Eu tinha três metas e cumpri as três.
Helena; Que metas?
Victor: Primeiro, ser funcionário público. Segundo, passar na faculdade pública. Terceiro, nunca mais namorar. E eu cumpri as três.

Ela se calou dessa vez, mas foi breve em me responder.

Helena: Parabéns!

E seu sorriso foi mais um falso... Daqueles que eu estou acostumado a receber dela. Nunca vou tirar um sorriso dela como o ex-marido fazia. Eu não o sou... Se fosse antes eu iria querer superá-lo, mas hodierno me encontro cansado disso... Ou ela sorri de verdade para mim, ou eu fico com esses falsos... Estou cansado...

Victor: Não acredita? Um dia você vai em casa e eu vou te mostrar o melhor spaguetti do mundo.
Helena: Vai me fazer miojo?
Victor: Está doida? Meu macarrão é super famoso!
Helena: Claro. Todo mundo conhece miojo.

Ambos riem e chegamos ao ponto de ônibus.

Helena: Ow! Olha pra mim o ônibus, eu to sem óculos. É o municipal número 6.
Victor: Beleza.

Ela entrou no ônibus sem olhar para trás e eu não me importei, eu a vi subir os degraus e passar pelo cobrador. O que é engraçado, pois com o advento dos bilhetes, um cobrador se faz quase desnecessário, o que é muito ruim para os trabalhadores, afinal estamos excluindo uma classe de trabalho. Quando o busão partiu eu decidi colocar meus fones de ouvidos e escolhi a música: Por Acaso dos Engenheiros do Hawaii. Helena era o meu Porto Alegre.
O episódio termina com a cena: eu andando, minhas costas sendo filmadas, eu me distancio da câmera e os créditos sobem comigo andando e a multidão do ponto de ônibus ficando para trás... a tela escurece e o Humberto canta:

Eu sempre quis voltar. Eu sempre quis você. Um dia eu quis tudo. Tudo estava aqui.

terça-feira, 7 de março de 2017

Sobre eqüidade...

"Que tipo de exemplo estou dando ao pegar minhas coisas e ir embora quando há tanta gente que não pode fazer isso? Quem vai ficar aqui para protegê-los e lutar por eles?"
(Sarah em entrevista sobre a posse de Trump)