As pessoas seguem padrões. Os olhos viram para cima e a direita quando querem construir um memória. Elas sonham os mesmos sonhos. Serem servidos, mas não servir. Parecerem felizes, mas não o serem. Serem Todo o Mundo, mas não o Ninguém do tio Gil. Tirar fotos de cada segundo, pois é mais importante mostrar aos outros do que viver...
Então eles se apegam a conceitos que não servem para nada, choram por razão alguma, sorriem por qualquer razão, cercam-se de amigos para dividir suas aflições e em meio a mais gente perdida se sentem bem. Passam a dizer "eles" e "nós", pois não sabem que há somente nós. Dividem seu tempo entre conversar com todo mundo, mas nunca consigo mesmo. Choram em frente a pessoas que não se importam o mínimo com elas, mas esperam ajuda. Querem alguém que os ame, mas traem cada concepção de compromisso que gostariam de possuir. Gritam pelo amor, mas não fazem ideia do que do que amar significa. Geram filhos na esperança de serem amados, mas não sabem amar. Por não terem amigos de verdade pagam para serem ouvidos. Lavam, passam e cozinham por condicionamento. Não aguentam a solidão, então saem de casa, compram prazeres, bolsas, sapatos, carros, roupas, jóias para poderem dizer: "Eu posso". Viajam para sair da própria rotina, pois nunca criaram uma rotina que as satisfizesse. Contam suas vidas, seus anseios, suas necessidades a qualquer pessoa. Saem com o celular ligado, tiram fotos, mandam áudios, não olham nos olhos, não querem estar ali, mas não querem estar em lugar algum. Aceitam o fanatismo, religiões, crenças, pensamentos positivos, pois não fazem ideia do que fazer com a vida que possuem. Ainda não descobriram que a vida não foi feita para ser feliz, mas para ser vivida. Rezam a cruzes, carpinteiros, monges, profetas, cavalos, colheres, pirâmides, cristais, cartomantes, ou qualquer coisa que dê significado a pequenez do universo em que vivem.
Depois, sentam em bancos, cadeiras, no chão e compartilham seus anseios esperando que curtam suas vidas, pois eles mesmos não gostam dela. Então, no fim das ideias simplórias que possuem tentam gritar ao mundo: "Mais amor, por favor." quando só querem dizer: "Mais sexo, por obséquio.". Extrapolando, só querem dizer: "Amem, por que eu não me amo."...

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