sexta-feira, 12 de junho de 2015

#101...

"Pô cara".

Assim começa um sábado que não vai ter nada além de estudo e horas de aflição de espirito. O tópico frasal do primeiro paragrafo remete a entrevista do Humberto Gessiger que assisti mais cedo. Gosto dele, e da poesia dele, o cara possui sua própria maneira de ver o mundo, de escrever e cantar... Foda.

Ontem e hoje foram os dias de colocar as ideias para fora. Conversei com os dois caras que me permitem um dia da semana, cada um, destilar minhas aflições. Ontem foi um dia regado a breja e conversas mais sociais. Sempre tocamos no assunto do nosso lugar no mundo e o que estamos fazendo para merecer um lugar ao sol.
Hoje foi um tratamento mais intensivo. Foi uma daquelas conversas que não acabam, que não trazem respostas, mas que dilatam tua cabeça como uma explosão. Ainda não tenho tudo definido, então falar disso será jogar um monte de ideias inacabadas no ar. Deixemos para outro dia...

Mas, mudando de assunto. Hoje uma amiga me manda uma mensagem comemorando o fato de eu ter enviado flores a uma mulher. Fiquei confuso, pois não me lembrei de ter motivos para enviar flores a mulher alguma em minha vida (exceto duas e essas tinham razões de as receber), mandei um "ta doida?" para ela, que me explicou o que aconteceu na cabeça dela para pensar que eu havia mandado flores. Mano... mulher é um ser muito complicado. Não sei como criam universos dentro das próprias cabeças (ta... sei sim) e assumem como verdade uma pá de coisas que não fazem razão. Coloquemos os carros de bois para andar...

Agora eu estava mexendo com uns textos velhos e achei meus três vértices com mais 98 frases, ideias, caminhos, tijolos, etc. Com o fim de criar ideais ou modos de tocar a vida, o mais impressionante é a ideia #101: Resolver tudo. Presunçoso, é verdade, mas tu tens de colocar uma meta na cabeça, certo?

Vou terminar essa noite ouvindo Jazz e pensando: "Por que não me mostraram isso antes?". "Pô cara", aprender a ouvir Jazz é como ter uma ideia nova, tu para de dormir e de comer, a cabeça não para, os pés batem a cada batida ou a cada substantivo desenvolvido, as mãos balançam no ar buscando instrumentos que não sei tocar ou fazendo contas e desenhos geométricos. Contudo, para terminar esse texto curto e sem proposito, vamos de country mesmo... Afinal, é dia dos namorados.


"I should have known that this love would never last
I see it clearly through the whiskey in my glass
That you're gone, gone, gone"

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