quarta-feira, 15 de abril de 2015

Texto de Fidelidade

Lembro-me que uma vez uma amiga me disse: "Deus te fez especial, mas fez você para você mesmo." Eu fiquei chateado, desanimado, sem vontade de cantar uma bela canção. Contudo, eu segui em frente rindo meu riso e derramando meu pranto exatamente com o Vini me ensinou. Os anos passaram (e, cara, como eles passam rápido... um dia tu estás fazendo piada na escola e depois está fazendo piadas em bares) e agora eu me lembro dessa frase de minha amiga. Ela está casada e com dois filhos e eu... eu sou eu.
É engraçado que, mesmo com os sentimentos esmorecidos, ainda haja essa coisa de se achar digno de ser feliz. Mano... quantos crimes estão em sua consciência? Descobri que ser feliz é esquecer essas coisas, pois é mais fácil se perdoar. Assim como descobrir que rir é traduzir a felicidade em movimento. Eu cresci com uns caras bem diferentes. Sempre que vou conversar com alguém que não tive contato tenho de medir a pessoa antes. Sempre acho que eles estão em um nível maior que o meu, talvez por eu ter tido sonhos grandes e não fui atrás deles. Sempre aqui... esperando a dançarina do efêmero, a rainha de copas, a que dobra estrelas com as mãos nuas só por que pode.

E hoje eu levei um fora e estou chateado (é até triste dizer, mas não dói só chateia). É uma mulher que tem qualquer coisa de dança, de legal, de engraçada e muito bonita, desafina lindo e mais importante: faz-me rir. Ela não acredita em minha honestidade, diz que minhas palavras são para todas, mas não é assim, sabemos que minhas palavras são só isso mesmo: palavras. Que eu não canto com qualquer mulher, que eu não permito que vejam do que mais gosto... O problema não são minhas palavras e sim o sentimento que sempre tive... As palavras ditas a outrem machuca quem as queria ouvir, deve ser isso, mas eu tive vontade de aprender novos caminhos, novos verbetes e outra métrica para meus textos... É a primeira vez que não quero terminar de escrever... acho que não preciso de palavras ao vento agora, de gritos calados ou falar dela... 


Mas, se ela arrumar um cara mais legal que eu, eu posso bater nele não posso? Não que ele não seja gente boa... é mais uma pegada daquelas de sociedade secreta quando um cara da um tapa na cara do outro depois de dizer um monte de juras e promessas (coisas essas que um homem só deveria dizer a sua mulher) para que o outro não se esqueça de tudo o que ele disse. Bato nele para que ele não esqueça que eu me sensibilizo com a pequena dele e que ele não se esqueça que eu ainda estou por aqui... nem ela se esqueça...


Sobra ouvir o Vini... se não temos o que desejamos podemos não nos esquecer de como queremos né?



Beijos nas crianças...
(Segura mais um pouco filha, ainda arrumamos uma mãe pra ti... Agora vai brincar que teu pai ainda tem de estudar hoje...)



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