sábado, 3 de agosto de 2019

Sobre os novos amigos velhos...

Eu corri para chegar ao bar e já caia uma garoa fraca, o vento assobiava uma melodia triste.
Um casal de amigos estava a porta assoprando as mãos em forma de conchas. Depois vieram as meninas, e depois mais duas e depois mais um casal. Mais tarde veio mais uma e depois mais um amigo. Ainda mais tarde chegou mais pessoas...
Fazia muito tempo que velhas histórias não eram contadas de maneira nova, para novos ouvidos.
Os sorrisos, as risadas e as gargalhadas suprimiam o chiado do vento. Os cigarros amaciavam a cerveja. Ali, com aquelas pessoas dividindo a comida, histórias e alegrias, eu pude sentar próximo a mesa e os ver... fazia tempo que eu não via o mundo daquele ângulo.
Vale a pena escolher os amigos pelas janelas da alma. Valeu a pena fazer as escolhas que fiz... sempre valeu, mas as vezes é preciso o ceticismo absoluto para ver idéias virarem matéria...

Sempre valeu a pena contar aquelas histórias e ouvi-las de outras formas.

Ainda vale a pena brigar pelo que julgamos ser correto... sempre valeu... Eles sempre valeram o esforço.

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