Muitas coisas andam na minha mente. As vezes eu tenho de conter o que me faz eu me reconhecer, a raiva. Boa parte do meu tempo é discutindo o óbvio, os desejos pessoais e a individualidade.
Tenho saudades do tempo onde eu não tinha políticas para fazer o que tinha de ser feito. Agora, tudo é negociação, de tempo, de espaço, de logística, de tarefas, de facilitar a vida dos outros e tornar a minha mais difícil.
Eu sei que é errado eu reclamar quando tenho amigos como os meus, que se sacrificam para tornar esse mundo melhor, ou pelo menos mais democrático. Contudo, eu sempre fui o descontente, aquele contra a sistematização, contra as hierarquias. Agora sou parte da roda que processa a loucura.
Meus cadernos velhos não me dizem o que fazer quando as coisas não se tratam de mulheres ou sobre o tipo de cara que quero ser. Agora é política, negociação, eu nunca gostei de negociações. Sempre fui mais do cara que prefere morrer a matar, e agora mato um leão por dia.
Os amigos ainda me apoiam, incentivam, mas em boa parte deles eu vejo a esperança de que eu lhes diga o que fazer... Eu não sei o que fazer com eles. Sei quem sou e o que quero, mas não estou na minha área...
Napoleão me ensinou a planejar e vencer com estratégia e tempo. Maquiavel me ensinou sobre o poder, o que fazer com ele. Sun Tzu me ensinou a tomar as peças do jogo sem destruir o estado das pessoas. Musashi me ensinou a usar o céu e a terra como armas, ensinou-me a fazer do perto longe e a vencer uma pessoa como se vence mil. Nenhum deles me ensinou a abrir mão de quem se é para fazer política.
Talvez seja hora de retomar os textos gregos...
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