Eu te vi sorrindo naquela dia de sol,
correndo na minha frente e olhando para trás
vez por outra, parecia duvidar que eu estava ali,
como se eu não estive sempre atrás de você.
Um sorriso fácil que quase me fez
acreditar que era fácil tomar-te um riso,
uma risada gostosa ou uma gargalhada despreocupada,
uma daquelas que pessoas livres costumam dar.
Uma corrida de infantes, sem pressa
ou vontade de sair da presença de alguém.
Era mais para transformar sentimentos em
movimento, em ações, em vida.
Um volver de pescoço e lá tu estavas de novo.
Com esse sorriso de menina lapidado
num rosto de mulher. Uma piscada para trás
e meu tempo vira quando, quando tu quiseres.
Uma duvida boba em uma mulher bela.
Acho que sorri quando te vi sorrir,
só assim explico seu sorriso virar risada e
aquele fechar de olhos lento e abusado.
Por incrível que pareça não sou o homem
de paixões de que me chamaram,
e também não sou um homem de amores
da alcunha que me negaram.
E eu estava ali atrás de ti de novo.
vendo tu correr na frente, olhar para trás
sorrindo e rindo.
Fazendo me perder de onde fugi.
Não me são caras as paixões, nem os amores que tive,
tão pouco as alcunhas que me deram ou negaram...
Eu sou um homem de amor, mas assim mesmo,
amor, no singular.
Corre morena, corre, pois ali, no banco
em frente eu tenho um colo para ti,
uma poesia improvisada e uma miríade de
ósculos, daqueles de amor...
Nenhum comentário:
Postar um comentário