Até aqui, eu estava errado.
Não rompi os laços que tinha. Sentei com meu amigo e conversamos. Nos resolvemos. Tenho meu amigo de volta.
Não foi um caminho fácil, eu cai, chorei e fui cruel.
Desculpe-me... eu estava errado...
Eu achei que ser mais sábio envolvia ser mais solitário, até cheguei a confundir a liberdade com a solidão...
Desculpe-me... eu estava errado...
O caminho que eu achei é meu, não o seu, peço desculpas por não ter entendido antes.
Peço desculpas pelas criticas, pelas promessas não cumpridas, pela intolerância e pela vesânia.
Há mais coisas aqui fora do que eu supunha e mais trabalho do que eu havia imaginado.
Desculpe-me... eu estava errado...
Integridade, integridade, integridade... uma palavra que organizou quase tudo...
Eu queria rir com você agora, abarcar-te em um abraço, pedir desculpas pessoalmente, dizer o quanto tu foi importante nesse tempo que passamos juntos e desejar junto de ti mais tempo juntos.
Eu queria que você conhecesse a minha namorada, que fosse amigo dela, que sentássemos para tomar umas no bar, que fosse no meu casamento, que tu apadrinhasse a minha união e a minha filhota...
Eu entendi o seu ponto de vista, as suas escolhas, o seu estilo de vida... Eu havia me esquecido que você é um dos meus pares, que tu me olha na horizontal... obrigado por me fazer entender essas coisas... e de novo...
Desculpe-me... eu estava errado...
terça-feira, 25 de agosto de 2015
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
S08E12 - Back To The Orkut Part III - Cena: Oi, você se lembra de mim?
Eu me lembro de estar deitado na cama olhando para o teto. O vento da janela parou de forçar as páginas de um livro que estava sobre o criado mudo. Sentada sobre o para peito estava uma menina de cabelos loiros, que se agitavam com um vento que não estava mais lá. Ela volveu o rosto para mim e disse:
- Oi, você se lembra de mim?
domingo, 16 de agosto de 2015
Para quê você não escape, Para quê você não fuja!
"Meu filho pequeno me pergunta: devo aprender
matemática?
Para quê, penso em dizer. Que dois pedaços de pão são
mais do que um
Você logo notará.
Meu filho pequeno me pergunta: devo aprender francês?
Para quê, penso em dizer. Esse império está no fim. E
Basta você esfregar a mão na barriga e gemer:
Logo lhe compreenderão.
Meu filho pequeno me pergunta: devo aprender
história?
Para quê, penso em dizer. Aprenda a enfiar sua cabeça
na terra
Talvez então você escape.
Sim, aprenda matemática, digo.
Aprenda francês, aprenda história!"
(Bertolt Brecht)
matemática?
Para quê, penso em dizer. Que dois pedaços de pão são
mais do que um
Você logo notará.
Meu filho pequeno me pergunta: devo aprender francês?
Para quê, penso em dizer. Esse império está no fim. E
Basta você esfregar a mão na barriga e gemer:
Logo lhe compreenderão.
Meu filho pequeno me pergunta: devo aprender
história?
Para quê, penso em dizer. Aprenda a enfiar sua cabeça
na terra
Talvez então você escape.
Sim, aprenda matemática, digo.
Aprenda francês, aprenda história!"
(Bertolt Brecht)
sábado, 15 de agosto de 2015
Do Hamaval...
Seja um verdadeiro amigo de seu amigo,
devolva presente por presente,
recompense um sorriso com outro sorriso.
E a traição com deslealdade.
devolva presente por presente,
recompense um sorriso com outro sorriso.
E a traição com deslealdade.
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Eu sei, mas não devia - Marina Colasanti
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos
e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos.
E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz,
aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer filas para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes.
A abrir as revistas e a ver anúncios.
A ligar a televisão e a ver comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.
As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
A luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável.
A contaminação da água do mar.
A lenta morte dos rios.
Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães,
a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui,
um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo
e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se
da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta,
de tanto acostumar, se perde de si mesma.
domingo, 2 de agosto de 2015
Sobre bife de figado e planos A e B...
Eu fiquei olhando essa imagem um tempo e pensando: "Pra quê algum infeliz pixa isso no muro de outrem?", até que eu achei um sentido para ela, escrever um texto sobre como eu "odeio bife de figado" também, ou melhor, sobre o medo que eu tenho de ser um emissor cuja informação seja desnecessária ou inconveniente (sem motim gente, eu to ligado que incomodo igual ao elefante da musiquinha...), e no fim das contas deixar a impressão errada.
E se tiverem dúvida do que se segue agora... bom, segue assim... eu num bar bêbado, com um cigarro na mão direita e um livro na esquerda, quiçá uma doida me mandando maneirar... Tem umas coisas e pessoas que me importam mais que o mundo, então eu me lembrei que "odeio bife de figado"... A-ha!
E se tiverem dúvida do que se segue agora... bom, segue assim... eu num bar bêbado, com um cigarro na mão direita e um livro na esquerda, quiçá uma doida me mandando maneirar... Tem umas coisas e pessoas que me importam mais que o mundo, então eu me lembrei que "odeio bife de figado"... A-ha!
Engraçado como algumas coisas ficam descontextualizadas quando não há explicação. O humor pode vir dessa "fora de hora"... desse momento inoportuno. Outrora eu gostava de falar "a vida é uma piada ruim contada no momento certo, até tem graça naquela hora, mas se você for contar em outras ocasiões perde a graça toda", mas o inverso também é verdadeiro. Há situações que não tem graça alguma, ou mesmo sentido, até que você dê um sentido a situação, como na imagem acima.
Eu descobri uma coisa por esses dias (é mais uma e não, não é boa coisa também) rir está cada vez mais difícil e eu acho que vem dessas coisas dentro da minha cabeça, mas tem uma porrada de coisas que vem de fora. E não vou contar ainda, sabe como é, to processando a informação...
Ouvi umas coisas que não gostei ontem. Fui a festa de uma amiga e já que ela me pediu (ameaçou-me em verdade) para não causar dessa vez... Eu não causei... muito. O pós festa foi mais complicado, mas me comportei como um bom nerd, bêbado e preguiçoso durante a festa. Até fiz boas ações na festa! Ajudei duas amigas na mesma noite e sem reclamar! (E não é que ameaças ajudam mesmo!)
Eu queria escrever sobre as coisas que realizei desde o começo do ano, e nos últimos dois meses eu me achei um organista sobre uma obra-prima, mas ainda não é hora, pois há mais coisas a serem feitas antes desse ano terminar. Contudo, vai ser muito bom olhar para trás depois, mesmo que dê errado eu vou ter aprendido mais coisas esse ano do que nos últimos dez... E é como dizem: "O que separa a coragem da estupidez é o resultado"... "tem um plano A e tem um plano B"...
A imagem acima possui todo o sofrimento da Autopsicografia do Pessoa, com aquele toque do Destino Atroz do Mário Quintana e mesmo assim eu leio essa frase: "Odeio bife de figado" e acho foda. No final das contas, minhas opiniões e ações andam meio tortas nesses últimos meses (mas você também estaria fora dos eixos se tivesse notado um mundo louco e pessoas simulando e dissimulando o tempo inteiro, né?), e eu acho que acabei escrevendo num muro onde qualquer um lê, mas interpreta como quer. Não ando passando as informações direito, mas em verdade, acho que nem quero mais... Tio Jimmy que manja das coisas...
Eu descobri uma coisa por esses dias (é mais uma e não, não é boa coisa também) rir está cada vez mais difícil e eu acho que vem dessas coisas dentro da minha cabeça, mas tem uma porrada de coisas que vem de fora. E não vou contar ainda, sabe como é, to processando a informação...
Ouvi umas coisas que não gostei ontem. Fui a festa de uma amiga e já que ela me pediu (ameaçou-me em verdade) para não causar dessa vez... Eu não causei... muito. O pós festa foi mais complicado, mas me comportei como um bom nerd, bêbado e preguiçoso durante a festa. Até fiz boas ações na festa! Ajudei duas amigas na mesma noite e sem reclamar! (E não é que ameaças ajudam mesmo!)
Eu queria escrever sobre as coisas que realizei desde o começo do ano, e nos últimos dois meses eu me achei um organista sobre uma obra-prima, mas ainda não é hora, pois há mais coisas a serem feitas antes desse ano terminar. Contudo, vai ser muito bom olhar para trás depois, mesmo que dê errado eu vou ter aprendido mais coisas esse ano do que nos últimos dez... E é como dizem: "O que separa a coragem da estupidez é o resultado"... "tem um plano A e tem um plano B"...
A imagem acima possui todo o sofrimento da Autopsicografia do Pessoa, com aquele toque do Destino Atroz do Mário Quintana e mesmo assim eu leio essa frase: "Odeio bife de figado" e acho foda. No final das contas, minhas opiniões e ações andam meio tortas nesses últimos meses (mas você também estaria fora dos eixos se tivesse notado um mundo louco e pessoas simulando e dissimulando o tempo inteiro, né?), e eu acho que acabei escrevendo num muro onde qualquer um lê, mas interpreta como quer. Não ando passando as informações direito, mas em verdade, acho que nem quero mais... Tio Jimmy que manja das coisas...
"Minha vida é minha,
E a sua que se foda!"
E a sua que se foda!"
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