quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Sobre uma menina com uma flor

Eu perdi um Vinicius por esses dias. Estávamos conversando no ônibus sobre uma menina com uma flor. Ele me dizia como sua menina gostava de mimetismo e brigadeiros quando dormi e o deixei no ônibus.
Se encontra-lo por aí, diga-lhe que a minha gosta mais de brincar de vento e beijinhos, mas que é linda e carrega uma flor também.

domingo, 30 de novembro de 2014

O Macho Alfa


Viajar é preciso?

"Meu quintal é maior do que o mundo" (Manuel de Barros)

A mãe dos meus filhos...

"Ela: Eu não serei a mãe dos seus filhos.
Eu: Pena... Meus filhos não serão mais tão lindos... Só gênios.
Ela: Eu já te disse que se seus filhos não serão comigo é bem provável que eles não serão bonitos.
Eu: Fazer o que? Mas bonitos eles serão... é só olhar o pai. Lindos é mais difícil, eu concordo, mas eu posso conviver com isso.
Ela se levanta e sai. Ganhei a discussão, mas sacrifiquei a lindeza das crianças... E a garçonete joga uma bolacha na mesa e coloca uma Heineken para suar fora da geladeira...
Bem vinda ao meu mundo Heineken..."

Escrevi esse texto enquanto lia antigos e-mails, e como sempre coloquei uma pitada de bar em uma história regada a lágrimas e não a cerveja. Depois decidi coloca-lo no Facebook. Muitas mulheres curtiram, mas as mais perto de mim só comentaram com criticas, como estás: "Sai do bar." e " Ow, sai do bar e vira esse disco para as coisas começarem a mudar!!!!!!".

Será mesmo que mudanças só ocorrem quando viramos o disco? Não tem problema em chamar de amor umas três mulheres em dois anos? (como fazem uns amigos meus). E saio do bar e vou aonde?
Sei não, creio que esse povo me quer em casa, assistindo televisão, discutindo novelas, rezando para um carpinteiro que viveu a dois mil anos, indo ao shopping e comprando coisas que não preciso para suprir necessidades que não tenho.
Eu vou ficar aqui mesmo. Não vou mudar. Se não for tudo por ela hei de fazer por quem? Por mim? Desculpe-me, mas eu não sou tão egoísta assim. Outrossim, não quero alguém me enchendo o saco o dia todo. Se não a amar não vale a pena aturar alguém brigando contigo debaixo do mesmo teto.
Se você também acredita que é necessário virar o disco para mudar, saiba que você é fraco.


Nesse Lado A toca a música da mulher que desejo para mim, ouço outras músicas desse Lado mas gosto mesmo é da faixa 3, "A mulher que escolhi para mim". Não conheço o Lado B, é verdade, mas também não me importo com ele. Contudo, eu também não conheço um monte de outras coisas nessa vida e ainda assim vivo, e sigo por ai sem dizer eu te amo para qualquer mulher que me de bom dia. Não amo três vezes por ano, não saio por ai de cabeça baixa quando estou sozinho. Eu sou forte, eu aguento ficar sozinho, pois me conheci ao passar tempo demais comigo mesmo. Tenta você também e depois me diga como é não precisar de um amor, mas querê-lo e saber de quem...

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Morena

Tudo aquilo que eu quero é apagar essa pele morena do meu quadro branco.
Encontro-me cansado de rabiscar com giz branco esse quadro moreno que você insiste em apagar com a chuva.
Todo mundo me diz para seguir em frente, mas eles não sabem que minha frente é onde você está.
E se olho para trás é porque meu horizonte de eventos está em ti...

domingo, 2 de novembro de 2014

Lembre-se... - Parte I

- Oi... Bom dia linda...Hoje é o primeiro dia do resto de nossas vidas. - Eu disse isso sorrindo ainda com os olhos fechados, mas eu sabia que ela estava acordada, pois ela tem um jeito único de se mexer.
- Bom dia bobo. - Um beijo sobre os meus lábios, uma mão em meu peito e um cheiro no pescoço. Poderia acordar todos os dias de minha vida assim, nessa rotina que ninguém quer, nesse marasmo que músicas repreendem, mas eu sou eu...
Deixei a preguiçosa na cama, ela precisa de mais tempo do que eu para depois de desperta tomar a iniciativa de sair da cama. Era sábado, deixei-a dormir o quanto desejasse. Fui-me para a cozinha e me pus a lhe fazer o café da manhã. Eu sei que ela gosta de comer sucrilhos, frutas e de conversar sobre o que vai fazer no dia que se segue, então enchi uma vasilha com o cereal, escolhi os maiores morangos e coloquei uma música baixa para limpar a minha mente. Eu tinha de estar com a cabeça sem os meus problemas, esta manhã era dela.
Eu a vi entrando na cozinha e destruindo a parte romântica onde eu levaria o café na cama, morderia seu artelho e lhe daria a bandeja com o desjejum. Contudo, eu sou um cara adaptável, capaz de simular uma dança durante uma queda. Coloquei a bandeja sobre a mesa, puxei a cadeira para que se sentasse e lhe mordi a bochecha.
- Ai! - E um tapa fraco veio de encontro ao meu braço.
Ela falou por vinte minutos e não a vi respirar nenhuma vez. Eu acho que quando se nada você tem de subir as vezes e tomar um ar, mas ela poderia ser uma sereia, nunca subir para sorver as moléculas de oxigênio. Ela era como uma planta dona da própria seiva da vida, fazia seu próprio ar. É a melhor desculpa que eu tenho para esse feito.
Eu ri quando achava engraçado alguma coisa e ela sempre me perguntava do que eu havia rido, meu humor sempre foi diferente, eu sempre preferi rir da chuva, das poças de água e do vento balançando o cabelo dela. Eu concordava com o que achava certo e dizia um "Aia!" quando julgava alguma ação ou pensamento errado.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

domingo, 31 de agosto de 2014

Um dia até eu quero arrumar uma bicicleta...

Eu abro o faceboook e uma menina posta que o namorado arrumou a bicicleta dela. Bem, eu arrumo espectrofotômetros!!! Mas não tenho uma menina para arrumar a bicicleta...

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Hoje eu fiz tudo...

Hoje eu fiz tudo errado.
Acordei pensando em você,
novamente,
e decidi ficar mais dez minutos
na cama.
E quando me levantei para
a labuta ordinária
duas horas haviam se passado.
Andei de ônibus procurando
o seu cabelo preso em rabo de cavalo
por toda a viagem
e como Deus curti me zuar
não houve crina nem rabo.
O dia foi só isso hoje...
Um buscar sem encontrar.
Amanhã eu hei de me levantar
novamente e sei como vai ser,
pois vou despertar a consciência
antes de abrir os olhos e
escrever no quadro branco
do meu coração:
“Hoje eu fiz tudo errado.”

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

...como um sonho bom.

Hoje eu acordei pensando em você de novo, mas é um novo tão ordinário que me habituei a ver o seu rosto pela manhã. E como sempre ele não estava com as marcas da fronha ou do lençol. Como ontem ele estava perfeito, sem a maquilagem borrada. Como anteontem  tu estavas linda, no sentido mais perfeito do adjetivo.

Em verdade, eu queria ver o seu rosto com as perturbações de uma noite bem dormida. Ver seus olhos abrindo devagar e que ao me ver você esbouçasse aquela surpresa fortuita dos apaixonados.

Contudo quando me olho no espelho pela manhã é em meu rosto que eu vejo a expressão de surpresa, pois tu... Tu estavas aqui... Em um sonho bom...

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Mudanças...

A felicidade não é um menino que encontra uma menina? Não é tudo sobre isso? Eu creio que sim. Não me lembro de nenhuma grande mudança em minha vida que não teve uma mulher envolvida. Lembro-me da primeira vez que usei gel no cabelo e usei uma jaqueta que combinasse com as calças. Foi para ir no aniversário de uma vizinha minha de quem gostava muito na época. Eu cresci em um bairro de subúrbio, não foi fácil para um nerdizinho como eu. Apanhei muito e era xingado o dia todo pelos caras populares da escola, até o dia em que passei a notar uma menina de pele branca e cabelos castanhos. Nunca fui bom em esportes então decidi estudar para impressionar a garota e essa seria a primeira grande mudança em minha vida.
Não fiquei com a garota no final daquela história, mas no cursinho pré-vestibular conheci muitas mais. Passei a ouvir música no curso técnico que fiz, pois conheci uma mulher que gostava de muitas bandas de rock n' roll e ela era linda, com cabelos vermelhos e mais inteligente do que eu... E mesmo ela sendo assim, muito mais do que eu havia feito e conhecido desse mundo, ela dizia que me amava. Quando ela partiu com seus navios para desbravar outros mares e reclamar outros tesouros, eu decidi matar o menino que era. Descobri o álcool e as maravilhas que ele pode fazer em uma cabeça que não para de pensar nunca. Afoguei quem fui, em álcool, para poder viver outra vida, pois aquela era dela e ela se foi sem levá-la. Não posso ficar com algo que não é meu, posso?
Depois conheci uma dançarina com o sorriso mais lindo que já vi. Além disso ela é a minha paixão conjugada no verbo ser. Eu sou apaixonado por ela, não importa em que tempo ou lugar, ela é linda e sempre vai ter um espaço em meu peito. Com ela aprendi que pequenos erros podem ser perdoados e esquecidos, pois quem diz que perdoar não é esquecer nunca perdoou. E ela foi embora como todas as outras... Cansada da minha falta de vontade em dividir minha vida... Fazer o que? Sou mais solitário do que um fã de relacionamentos...
E finalmente chegamos a quebra mundos. A mulher com quem passei mais tempo e que dividi mais coisas. Também foi com ela que quebrei mais ideais, pois era com esta que queria passar o resto de minha vida. Contudo, como Humberto Gessinger, eu creio em um Deus com senso de humor, quer lhe contar uma piada? Faça um plano. E eu sempre me gabei de meus planos de Cebolinha. E essa quando se foi me levou tudo, inclusive o chão.
Depois de um período conturbado me veio a mulher dos espelhos. E sobre essa é só ler tudo o que escrevi nos últimos seis anos, ou conversar comigo durante três horas e vai saber tudo o que penso dela... Ela ainda não me aceitou como sou, mas não estou com pressa, tenho toda uma vida para esperar. E sim. Eu vou esperá-la a vida toda se for necessário. Pois, para esta eu prometi não namorar mais ninguém. Além disso, eu acredito que ela valha a pena, pois tudo vale a pena se... Você deve saber o resto.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Requiescat in Pace

Nos últimos meses as conseqüências de meus atos vieram me buscar para pagar os crimes dos quais eu arrumei tempo para executar, ao contrario de Hamlet. É uma pena, mas eu não ficarei com a mulher que escolhi amar, não ficarei com os amigos dos quais eu escolhi passar meu tempo... Eu não vou poder sair do meu esconderijo, ser o último a bater no muro e salvar o mundo. Ser adulto é complicado. Contudo, meu Velho estava certo, a adolescência não acaba, você só passa a viver com suas escolhas "com a graça de um adulto e não a tristeza de uma criança". Não são dele essas palavras, mas o sentido é o mesmo...
Eu juntei minhas coisas e me vi nelas, depois as embalei e as joguei no lixo. Não cabe mais em minha vida ser o que sou. Não sei o que será daqui para frente. Não sei o que me aguarda, e mais importante, quem me aguarda no futuro. Não posso ser como Ghandi, eu não posso andar só, pois esta é uma escolha muito dura para quem já vive na solidão. Espero que Shakespeare esteja certo e que meus amigos entendam as mudanças...
Adeus Bêbado Vadio...

Onde as letras jazem?



Ás vezes eu queria escrever coisas alegres, as vezes coisas tristes e quem sabe até falar do amor, dos amores passados, dos de hoje em dia e dos que espero encontrar pela frente. Escrever sobre a natureza e a antropomorfizar, escrever sobre o dia a dia, sobre aventuras reais e as que se passam na minha cabeça.
Descrever amizades e amigos, como cada um deles é tão são e louco quanto Mister Hyde e o Doctor Jekyll. Contudo, mesmo tendo um milhão de coisas para escrever e descrever ando sem vontade de fazê-los.

Última Ceia

Eu lembro de chegar atrasado ao jantar que havíamos marcado com uma semana de antecedência. Estava chovendo e não foi fácil sair do trabalho naquele dia. Você estava como sempre: "Linda e perfeita" e eu como sempre, mas molhado. Você estava de costas para a entrada da praça de alimentação e não poderia me ver chegar, não poderia olhar o meu nervosismo a cada passo aumentando como tiros de canhão em meu peito. Eu achei que fosse colocar o coração para fora nesse dia, mas como o corretor de texto do word o bom senso veio corrigir esses tiros e me trouxe uma conclusão simples: "Você ainda toca o chão." e eu me convenci disso.
A primeira vez que nos vimos depois do hiato, eu esperei no ponto de ônibus você chegar. Eu tinha de ver com meus próprios olhos se você iria colocar os pés no chão como todo mundo ou flutuar, e não tocar seus pés no maculado mundo podre no qual eu e mais algumas bilhões de pessoas vivemos. Você não me decepcionou, colocou teu pé com tanta força no chão, que eu lembro de ver a sujeira se lançar uns bons quilômetros de ti.
Quanto mais eu me aproximava de você, na praça de alimentação, mais de suas costas eu podia ver. A pele morena com textura de pêssego e de um perfume inebriante, pelo menos é o que eu lembrava de teu cheiro. Como o besta que sou decidi bater em seu ombro de um lado e, magicamente, aparecer do outro. E como você não tem amigos como eu, você caiu na brincadeira, mas se recuperou logo e volveu teu rosto com aquele sorriso de contos de fadas, de olhos abertos como um céu a noite sem nuvens e de brilho estelar. Um "bobo" saiu de tua boca e me pareceu um ótimo elogio.
Eu sentei como o bobo da corte se senta na cadeira do rei, sem dignidade e sabendo que ali não é seu lugar. Então sem vanilóquios você me disse: "Estou namorando", e eu pensei em me atirar da janela do oitavo andar, mas eu gosto demais de mim mesmo para cometer um ato tão ignóbil e privar a humanidade do meu gênio, carisma e beleza. Eu devo ter aberto a boca, pois só isso explica por que você me deu um tapa no queixo e me mandou parar de colocar a língua para fora. Eu perguntei com quem e você me disse que com um cara que te fazia feliz, que te achava linda, que tinha carro, usava roupas coloridas e luzes nos cabelos. Imaginei um dos carinhas da rua de trás cantando "Larger than life". Não me lembro de ter ferro no corpo além do que tem no meu sangue, então naquela noite eu chorei e decidi que você devia tentar com o Filho do Eterno e ser feliz...
Eu me lembro também que haviam tantos elogios presos em minha garganta para superar os "bonita" dele, havia tanto de Camões e Shakespeare esperando para serem ditos que eu acabei por não dizer nada. Minha mão esquerda teve de conter a direita, pois esta queria tomar-te o pulso e impedir sua saída de minha vida. Naquele dia eu jurei a mim mesmo, que é mais importante do que jurar a algum deus ou a alguém, que nunca mais namoraria ninguém que não fosse ti. E me lembrei do outro amor que tive, quando prometi que nunca mais eu diria "eu te amo" a ninguém. E a vida segue esse comboio de corda chamado coração?

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Três pontos...

Tomemos um ponto e consideremos a seguinte frase: "Não quero e não posso me retratar, pois não é justo e nem aconselhável agir em desacordo com a própria consciência" de Martinho Lutero. Assim, temos uma filosofia de vida, mas uma ideia pode estar equivocada, portanto tomemos outro ponto, outra frase então: "Pois, do que há em abundância no coração disso fala a boca" de Jesus Cristo. Com dois pontos de vista não somos mais escravos de um erro como nos diz tão habilmente Umberto Eco em seu Nome da Rosa. Dois pontos definem uma reta, um caminho, mas mesmo com isso podemos errar agora pela direção ou sentido.
Assim sendo, tomemos outro ponto, uma terceira frase então: "Viva como se fosse morrer amanhã. Aprenda como se fosse viver para sempre." de Mahatma Ghandi. Com três pontos temos um plano, que como uma cadeira de três pés não cai, pois está apoiada em um plano apenas. Com esse plano não deixemos o travesseiro pesado com ações e omissões, não deixemos a consciência pesada, não sejamos injustos. Cuidemos do que entra em nossos corações para não sofremos com o que sai de nossa boca, e vivamos cada dia, cada momento como se fosse último, nunca negligenciando o que temos de fazer e deixar de traduzir a felicidade em sorrisos. Aprendamos tudo o que pudermos.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Saudades do tempo que não foi...

Eu acordo sem saber que horas são
não acredito em destinos ou sorte
e sempre coloco o pé esquerdo no chão,
pois eu não ligo pro dia que segue, ou a morte.
E quase nunca tenho sonhos,
mas sempre acordo pensando nela.
A pele morena e a boca, com seus lábios
cheios de tentações.
Penso nos filhos que não tive,
no casamento que não aconteceu,
nas noites mau dormidas e trabalhadas
onde eu não sabia mais onde começava
as minhas pernas e terminava as dela.
Tenho saudades dos dias que não tive...

quinta-feira, 13 de março de 2014

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A dívida externa da Europa

"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a encontraram só há 500 anos.
O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por um Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse.
Outro irmão europeu, um rábula, me explica que toda dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento.
Eu também posso reclamar pagamento, também posso reclamar juros.
Consta no Arquivo das Índias. Papel sobre papel, recibo sobre recibo, assinatura sobre assinatura que somente entre os anos 1503 e 1660 chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América
Terá sido isso um saque?
Não acredito porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao Sétimo Mandamento!
Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão
Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas que qualificam o encontro de "destruição da Índias" ou Arturo Uslar Pietri, que afirma que a arrancada do capitalismo e a atual civilização europeia se devem à inundação de metais preciosos retirados das Américas!
Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de outros empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indenização por perdas e danos.
Eu, Guaicaipuro Cuatémoc, prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.
Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano "Marshal-tezuma", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, do banho diário e outras conquistas da civilização.
Por isso, ao celebrarmos o Quinto Centenário desse Empréstimo, poderemos nos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional, responsável ou pelo menos produtivo desses recursos tão generosamente adiantados pelo Fundo Indo-americano Internacional?
É com pesar que dizemos não.
No aspecto estratégico, o dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em armadas invencíveis, em terceiros reichs e outras formas de extermínio mútuo, sem um outro destino a não ser terminar ocupados pelas tropas gringas da OTAN, como um Panamá, mas sem o canal.
No aspecto financeiro foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros, quanto se tornarem independentes das rendas liquidas, das matérias primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.
Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar. E nos obriga a reclamar-lhes, para o seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente temos demorado todos estes séculos para cobrar.
Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros que os irmãos europeus cobram aos povos do Terceiro Mundo. Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos emprestados, acrescidos de um módico juro fixo de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos.
Sobre esta base, e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 180 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas à potência de 300. Isso quer dizer um número para cuja expressão total seriam precisos mais de 300 cifras, e que supera amplamente o peso total do planeta Terra.
Muito peso em ouro e prata! Quanto pesariam calculados em sangue?
Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para pagar esses módicos juros seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e/ou a demencial irracionalidade dos pressupostos do capitalismo.
Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam aos indo-americanos.

Porém exigimos a assinatura de uma carta de intenções que discipline aos povos devedores do Velho Continentes e que os obrigue a cumpri-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permita nos entregá-la inteira como primeira prestação da dívida histórica."


(Cacique Guaicaipuro Cuatemoc)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014



Já teve aquela sensação de que você é mais inteligente e capaz do que a maioria? Pois é, eu a tenho em muitos momentos, no médico por exemplo, quando aquele presunçoso me olha e critica o meu modo de vida. Ele se acha o cara mais esperto da sala, mas no fundo eu sei que sou eu. Você não quer um sermão e sim uma solução. Afinal, mesmo eu não posso estudar o universo inteiro e decidi deixar a medicina pra quem se importa com dinheiro e gente doente. Pensando melhor todas as mães do mundo deveriam ser médicas, se não o são em menor ou maior grau.

Mas como eu estava te dizendo. Uma hora, geralmente, quando desafiado você forçá sua concentração e memória para dirimir um problema, e você o faz de com magnanimidade. São esses momentos que me definem, são neles que eu me sinto eu.

Para você ser chamada de linda e bonita é elogio... Elogio para mim é quando me chamam de esperto e inteligente.

Não entendeu? Eu explico. Você se sente mais você quando está com pó na cara, dinheiro no bolso e um vestido bonito, quando um cara vem com carro te levar para sair e é um esporte cujo nome eu nunca vou memorizar.

Eu quando resolvo um problema que estava me incomodando, quando ouço uma música de qualidade e quando escrevo sem parar me sinto mais eu mesmo.

Matrix

“Você precisa ser feliz para viver, eu não.” (Keanu Reeves)

Não sei o que pensar de um cara desses com a história de vida dele. Só sei que penso o mesmo. Ainda me lembro do dia que minha mãe saiu de casa, e isso foi logo depois da fatalidade, e chega a ser engraçado como as pessoas te tratam depois que descobrem sobre o pior momento da sua vida. Primeiro vem um pesar muito grande e uma tristeza compartilhada, ou pelo menos sentida, devido a possibilidade de uma fatalidade semelhante ocorrer à eles também. Segundo vem a compaixão para contigo, onde elas se colocam no seu lugar e ali ficam como Fernando Pessoa em sua Autopsicografia. Terceiro vem a remoção da emoção e a substituição pela vida que segue, que arranca tudo pela raiz e o tempo volta a correr.
Parece o natural e o certo, que elas esqueçam isso tudo e te tratem com naturalidade, mas fatalidades não são naturais para quem tem de conviver com elas, é como ganhar uma marca de ferro quente sobre e sob a pele. As pessoas comuns vão olhar a marca e se condoer, mas nunca vão entender a profundidade dela. É meio aquela história de que para entender os peixes é preciso ser peixe.
Você vai sorrir de novo, andar de novo, e talvez se for mais vesano até amar de novo, mas nunca mais terá um espirito livre de portas abertas. Sempre haverá aquele receio, o pé atrás, a vontade de ter um "plano b" antes de se meter com algo que já te marcou. A vida é para ser vivida dizem por ai, mas dizem muitas coisas por ai. Dizem que você deve amar sempre, e hoje em dia amam doze vezes ao ano... Eu não gosto disso, mas isso é o que eu penso. Prefiro ser como o Neo, sofrer o resto da vida pelo amor que se foi, por que para mim ele teve um significado eterno, não só mais um caso. É tanta gente tentando o amor fácil, o amor oportunista que eu não vejo razão nisso tudo. Paixão, meu velho, quer dizer sofrer e o amor não é parte disso mesmo? De um sofrimento desmedido? Não é se importar mesmo quando dói?