"Se eu soubesse antes o que sei agora/ Iria embora antes do final..."
A verdadeira prova da escolha... É escolher de novo. Para quase tudo em minha vida eu faria outras escolhas, não porque esteja infeliz com minha vida, mas porque não foi bem o que eu estava querendo. Eu cometi o mesmo erro depois de dois anos e três epifanias.
A primeira vez que a vida me bateu com toda a força resultou na minha perda de fé. Descobri que Deus não existe e que não há força alguma agindo sobre nós (esta bem... a gravidade e suas três irmãs fundamentais são certezas), descobri isso depois dA Fatalidade.
A segunda vez foi quando uma mulher saiu de minha vida. Sinceramente não me lembro se ela se foi ou eu a tirei, mas de qualquer forma isso me tirou a fé nos homens e eu cai. Não quis me levantar, abracei o caos e senti o mundo de outras formas, rompi minhas amarras e queimei os meus navios. Andei por cinco anos sem rumo...
A terceira vez foi uma menina que me mostrou um caminho, mesmo que eu não gostasse mais de mim, sempre haveria alguém para te dar a mão e ajudar a levantar. Ela nem fez muito, mas com palavras me fez ver que eu ainda estou de pé. O jogo ainda não acabou.
Eu gosto de usar a expressão: "Ficar com alguém é como dançar tango. Você tem uma namorada por cinco minutos". Eu devo ouvir tangos mais longos que cinco minutos. Gosto de tratar a mulher como se fosse a última do mundo. O que é verdade, naquele momento eu não penso em mais nenhuma. Por esses dias eu descobri que ocorrem três situações comigo.
A primeira situação envolve ninguém ouvir a música que toca, mas eu e ela dançamos mesmo assim. Fingimos ritmo e melodia, abrimos a boca e simulamos canções que não ouvimos.
A segunda situação envolve uma menina. Eu sei que ela ouve música também, cantamos o refrão juntos, mas não dançamos.
A terceira situação envolve uma mulher que deve ser surda ou finge muito bem que não. Eu ouço a música o tempo todo, eu decorei a letra, as batidas da bateria e solos da guitarra e acabo por dançar sozinho.
Eu queria esperar a dançarina do asfalto, a dançarina das sombras, mas ela não ouve a música e para ser sincero eu estou me cansando disso... Eu gosto de dançar sem música e a parceira certa não chega. Eu tropeço por ai e finjo mais passos de dança...
"Sempre estar lá
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar
Sempre estar lá
E ver ele voltar
O tolo teme a noite
Como a noite vai temer o fogo
Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul"
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