Sim... tudo tem de ter um final. Amizades acabam, amores também, os sucrilhos acabam e a ideologia também, o gás de cozinha acaba, a esperança também.
Ao meio deste torvelhinho de más escolhas e regado a álcool e sonhos imbecis é-me necessário dar fim a algumas coisas.
Vez por outra temos de nos conformar com a realidade... essa coisa bonita que separa os adultos das crianças... que separa eu de você... que torna a primeira pessoa do plural em singular...
Eu havia mudado de opinião uma vez, que era possível ter as coisas para zempre... ledo engano... as pessoas são complicadas e aceitar que o são é boa coisa...
O fluxo do passado que cria o presente torna as escolhas mais fáceis com a idade, portanto não vos desespereis. Algumas são boas por um tempo, elas mudam ou se revelam, escolha seus amigos pela pupila e escolha com quem quer dividir a vida pelas suas ações. Gente que usa o mundo para sorrir não são boas pessoas, nem aquelas que usam pessoas... Tenha por perto pessoas que doam a si mesmas para atenuar os custos da vida. Não sorria com aqueles que nada fazem e usam o produto de outrem para se beneficiar.
É difícil, mas as vezes temos de deixar as pessoas irem embora... a vida há de te treinar nisso... em deixar livre as coisas que ama e usar sua força para dividir e não acumular... nunca diga que fez tudo ou que deu tudo... ainda é pouco... seja adulto, assuma os custos e peça desculpas vez por outra...
Tudo tem um fim, mas com labuta pode ser um bom fim.
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