quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Deus salve as ruivas!!!



Ela: Então você é mais um fã das ruivas?
Eu: Fã não, não sou fã de nada... mas é verdade poucas criações foram tão revolucionárias quanto mesclar a natureza do fogo e a paixão do sol no corpo de mulher.

Ela sorri, depois ri e por fim acaba em uma gargalhada que movimenta a boca, expõe os dentes e lhe dá um expressão que só vejo na manhã seguinte. Que tipo de mulher pode trazer o dia seguinte em uma noite chuvosa?

Ela: E você segue solteiro?
Eu: Sim, desde que o custo deveria ser pago.
Ela: Ainda um besta que sofre quando ninguém quer te ver triste... Nem eu.
Eu: Sua noite de sorte... pode me fazer feliz hoje.
Ela: Só hoje? Não vai me ligar e me pedir em casamento?
Eu: Como todos os dias.

Ela sorri, depois ri e por fim acaba em uma gargalhada de olhos oblíquos. O ósculo dado e a dança do efêmero tem início. Fogo e mulher... Deus salve as ruivas.

domingo, 18 de novembro de 2018

Direitos Humanos... para humanos?

Algumas vezes eu sou obrigado a lidar com pessoas egoístas, o que é engraçado, pois em geral me chamam de egoísta.

Hoje eu tive de discutir para manter o óbvio em uma conversa. Tomaram-me por um cara com ódio. Contudo, não era por que eu estava com ódio. Eu tenho raiva do mundo e das pessoas, mas não diria ódio.

Havia pessoas agredindo os direitos humanos, mas eles são humanos. O que me causa uma certa revolta. Não é por que eles estão isentos hoje de usufruir dos direitos que eles não os pertencem.

Hodierno, eles gozam de ser parte da maioria, mas como nos diz Napoleão, o homem é contra a razão quando a razão é contra o homem, essas pessoas vão chorar como crianças quando a lei e a moral não forem a favor deles. Tipo as pessoas que se dizem não preconceituosas enquanto o sistema não for contra eles.

Creio que quem paga impostos tem direitos garantidos. Tudo tem um custo, e ter direitos humanos tem por custo ser humano. Contudo, ser um cidadão envolve pagar por eles... Sussa.

As pessoas brigam contra direitos que as pertencem. Um dia um imbecil pode assumir o poder máximo e caçar quem ele crê que não pertence aos seus ideais. Não cabe a ele julgar isso, cabe a ele executar as leis, só isso, e isso já é o bastante.

Não se diz direitoa humanos a humanos direitos, nós lemos "memórias póstumas de Brás cubas"... os direitos humanos são para todos aqueles que são humanos, triblasticos e cordados... certo?

sábado, 17 de novembro de 2018

Scrostarsi

Uma das coisas complicadas nesses dias é ter de ouvir, ou ler, que todo mundo tem opinião. Eu entendo que é direito delas falar o que quiserem. Não obstante, eu não sou obrigado a ficar para ouvir... Nem você, se tu quiseres podes ir embora quando me ver, por favor, faça-o, eu hei de te devolver o favor.

O medo levou as pessoas a escolherem um ignorante religioso e político para os salvar. Falaram tanto de retirar privilégios, mas os querem para si. Até as pessoas que se dizem amigas das minorias escolheram o caminho fácil. Ouvi que havia o medo de nos tornarmos uma Venezuela. Seres humanos... estude economia e verás a diferença entre Brasil e os nossos vizinhos de língua espanhol. Não que sejamos melhores, somente temos mais gente e mais terra. O mundo ainda não mudou, terra é a coisa mais valiosa para um estado e uma nação. Não seremos um país comunista, apesar de todos os esforços de todos os professores... Ainda não aprendemos com os professores.

Vi pessoas venderem o que lhes havia restado de moral e consciência para ficarem nas mídias sociais chorando e reclamando. Estou em uma fase ruim, pois quero pisar no pescoço dessas pessoas, não, eu sei que não devo, mas é minha vontade. Encontro-me cansado de gente fraca e egoísta.

Se, tu me ver andando por ai, não hesisteis em correr, esconder-se, chorar e gritar, pois eu estou trabalhando em como retirar vocês da minha equação de vida. Não sei se é o certo, mas eu não quero mais interagir com vocês. Eu começo a estudar melhor as pessoas a minha vida, devo desculpas a algumas delas, eu errei. Escolhi errado as pessoas que são minhas amigas, mas a vida me permiti corrigir meus erros, eu não fiz escolhas más de todo, meus crimes são relevantes, mas esqueciveis.

Vá com deus, ou com o diabo, mas vá! Uma vez eu chamei um amigo de irmão, eu me puni quando ele errou e eu o julguei. Nunca mais, ele se foi, vocês hão de or também. Os meus, os que sempre estiveram aqui, mesmo quando não estavam, ainda resistem. Sou parte deles, nós resistimos, não elegemos salvadores, nós resistimos.

Vocês sempre passam... 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Quando todos parecerem sãos... Sejais louco

A trupe passa pelas ruas, ascrianças correm em torno dela, as meninas bonitas saem as janelas e se debruçam deixando o colo a mostra, os velhos balançam os ombros e batem os pés. O circo chega a cidadezinha.

O mestre-do-picadeiro usa uma grande cartola verde-e-amarela. Sua voz libera palavras presas com um tom certo finalizando suas indagações ao público, certo?

Os acrobatas lançam pinos ao ar, argolas coloridas, tochas em chamas. Um grande e bonito movimento pirotécnico que faz o público gritar de emoção.

O mágico diz que vai tirar um coelho de uma cartola onde não há nem filhotes mais. O mestre-do-picadeiro diz que podem confiar no mágico, que qualquer dúvida sobre mágica deve ser feita ao mágico, mas que podem confiar no mestre-do-picadeiro.

Os palhaços correm com sapatos largos, usando grandes narizes azuis, os cabelos coloridos de verde-e-amarelo. Eles tropeçam, mas não caem, e todo o público ri deles e com eles se divertem enquanto saem dezenas deles de dentro do carrinho que corre atrás do mestre-do-picadeiro.

O público sorri e se diverte. O mestre-do-picadeiro diz que vai salvar o bom humor, que todos da cidade tem a risada garantida... "mas aqui só não vale homem com homem e mulher com mulher" e os palhaços batem no público com bexigas. O público animado também ganha bexigas e batem um no outro. Os acrobatas sorriem e jogam argolas e pinos no povo, o povo ri e se diverte. O mágico diz que vai voltar com o ingresso mais caro, o povo ri e se diverte.

E assim segue o circo a alegram um público que já havia se divertido com o outro circo, que distribuiu pão e moedas, mas guardou todo o dinheiro das entradas para si.

Disseram que daqui a quatro anos outro circo vai passar e outra festa popular e democrática vai começar. Será outro mestre-de-picadeiro, outros acrobatas, um novo mágico, novos palhaços que quebram placas nas praças, mas será o mesmo povo que ri e se diverte...

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Adagio em Réquiem

Dois anos. Duas guerras. Duas vitórias. Dois movimentos...

Algumas pessoas nascem politicas sabendo como lidar com as pessoas. Outras nascem técnicas e se prendem aos silogismos. Raramente, há os bucólicos, nascidos para cuidar de si mesmos e dos modos que fomentam a auto sustentabilidade. Vez por outra batem em tua porta, ofendem e o obrigam a ir a labuta.

Duas guerras travadas, duas vitórias... Nenhum gosto bom na boca... Um pouco de descanso para esta mente entorpecida, esse corpo fatigado e para esse espírito esmorecido... Esta ouvindo a música? Essa é a minha balada. Um adagio bucólico para o merecido réquiem.

Tudo tem de ter um fim?

Sim... tudo tem de ter um final. Amizades acabam, amores também, os sucrilhos acabam e a ideologia também, o gás de cozinha acaba, a esperança também.
Ao meio deste torvelhinho de más escolhas e regado a álcool e sonhos imbecis é-me necessário dar fim a algumas coisas.
Vez por outra temos de nos conformar com a realidade... essa coisa bonita que separa os adultos das crianças... que separa eu de você... que torna a primeira pessoa do plural em singular...
Eu havia mudado de opinião uma vez, que era possível ter as coisas para zempre... ledo engano... as pessoas são complicadas e aceitar que o são é boa coisa...
O fluxo do passado que cria o presente torna as escolhas mais fáceis com a idade, portanto não vos desespereis. Algumas são boas por um tempo, elas mudam ou se revelam, escolha seus amigos pela pupila e escolha com quem quer dividir a vida pelas suas ações. Gente que usa o mundo para sorrir não são boas pessoas, nem aquelas que usam pessoas... Tenha por perto pessoas que doam a si mesmas para atenuar os custos da vida. Não sorria com aqueles que nada fazem e usam o produto de outrem para se beneficiar.
É difícil, mas as vezes temos de deixar as pessoas irem embora... a vida há de te treinar nisso... em deixar livre as coisas que ama e usar sua força para dividir e não acumular... nunca diga que fez tudo ou que deu tudo... ainda é pouco... seja adulto, assuma os custos e peça desculpas vez por outra...
Tudo tem um fim, mas com labuta pode ser um bom fim.