quarta-feira, 25 de março de 2015

Feijão com arroz

"E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz"



E um dia, mesmo eu, tive de aprender a cozinhar. Nunca achei muito difícil cozinhar arroz, fritar um ovo ou bife, assar uma lasanha ou fazer o que mais gosto de comer: Spaghetti. Mesmo com humildes habilidades culinárias eu tenho um inimigo: a panela de pressão. Não sei dizer o porquê, mas ela me assusta, talvez seja pelo fato dela gritar e começar a jogar vapor para fora como uma namorada grita e joga palavras para fora. Há quatro anos eu trabalho em uma universidade e ainda corro da autoclave... Eu queria comer feijão então fui atrás do procedimento.

Fui até a internet atrás de opções para cozinhar feijão. Eu sei, eu sei... a maioria iria até o youtube atrás de algum vídeo simples. Os mais letrados atrás de blogs ou páginas de programas de televisão. E alguns vão atrás de artigos científicos...


Eis que me deparo com Índice de cocção. Afinal se vamos fazer algo então vamos fazê-lo direito, já que é para trabalhar que seja uma vez, então faça direito! Descobri qual a quantidade de água para cozer feijão e outra leguminosas. Descobri que se pode deixar o feijão de molho por uma noite e cozinhar de boas no dia seguinte, sem usar a panela de pressão. Um amigo me disse que se deve trocar a água pelo menos três vezes, senão você acaba gaseificando pacas...


Aprendi, outrossim, que o que torna o caldo do feijão grosso é o amido presente nele, e que, se quiser um caldo grosso se deve sacrificar alguns feijões...


E para concluir um dia de descobertas eu queria fazer analogias com o amor... Mas para quem descobriu tudo isso sobre cozinhar feijões, e não usou a panela de pressão, não seriam boas analogias. Só torço por ti, que tu tenhas a tampa de sua panela e tempere tudo com sazón...

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