sábado, 28 de fevereiro de 2015

30 anos e o começo dos fins...

Levei 30 anos para descobrir que as coisas, realmente, chegam ao fim... São amigos, é o amor e o restante das coisas.
Não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... Máxima essa que eu deveria ter anotado com batom 24 horas em minha testa...


Mas a vida segue como dizem e eu já devia saber disso. Depois da fatalidade, depois do primeiro amor, do segundo, do terceiro e por ai vai. Contudo, sempre me apeguei ao passado e talvez seja hora de deixá-lo ir, talvez quando o vento bata nas velas e você não tem força para remar contra seja a hora de ceder, de esperar até onde esses ventos hão de te levar... A merda provavelmente...


Não tive a chance de dizer adeus e talvez não houvesse o que dizer a nenhum deles. Cada cabeça já tinha a sua sentença... A minha era esperar a tempestade, pois todo mundo perde a cabeça no caos, mas a tempestade é o meu elemento e eu não sei dizer adeus... Prefiro um até logo... 

Dessa vez não houveram despedidas...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

S01E03 - Pronominais

Personagens (em ordem de aparição)


Victor - Acha a palavra Melena a mais bonita;
Haroldo - Acha a palavra Melodia a mais sonora;
Tiago - Acha a palavra Comida a mais gostosa;
Estela - Acha a palavra Estela a mais importante;
Fábio - Acha a palavra Mulher a mais perfeita;
Guilherme - Acha a palavra Deus a mais divina;
Jandela - Acha a palavra Diversidade a mais justa;
Beatriz - Acha a palavra Amor a mais necessária;
Octavius - Acha a palavra Dinheiro a mais mais...


Sinopse


S01E03 - Pronominais
Os vícios de linguagem de Victor e sua mania de corrigir o português dos outros causam uma comoção no Reino de Noz. Seu castelo é sitiado e guerras eclodem, mas perguntas ficam no ar, afinal por que tiramos o “i” do queijo e o colocamos no arroz, e de onde vem o “n” do muito (“muinto”). È “noís”.



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Amizade, pelo Vini...

"Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto
e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos !

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos
e o quanto minha vida depende de suas existências ...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com assiduidade,
não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem
que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro,
noto que eles não tem noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital,
porque eles fazem parte do mundo que eu,
tremulamente, construí,
e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.

E me envergonho, porque essa minha prece é,
em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome e me envelhece
é que a roda furiosa da vida
não me permite ter sempre ao meu lado,
morando comigo, andando comigo,
falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e, principalmente,
os que só desconfiam
- ou talvez nunca vão saber -
que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os."

(Vinicius de Moraes)