domingo, 30 de novembro de 2014
A mãe dos meus filhos...
Eu: Pena... Meus filhos não serão mais tão lindos... Só gênios.
Ela: Eu já te disse que se seus filhos não serão comigo é bem provável que eles não serão bonitos.
Eu: Fazer o que? Mas bonitos eles serão... é só olhar o pai. Lindos é mais difícil, eu concordo, mas eu posso conviver com isso.
Ela se levanta e sai. Ganhei a discussão, mas sacrifiquei a lindeza das crianças... E a garçonete joga uma bolacha na mesa e coloca uma Heineken para suar fora da geladeira...
Bem vinda ao meu mundo Heineken..."
Escrevi esse texto enquanto lia antigos e-mails, e como sempre coloquei uma pitada de bar em uma história regada a lágrimas e não a cerveja. Depois decidi coloca-lo no Facebook. Muitas mulheres curtiram, mas as mais perto de mim só comentaram com criticas, como estás: "Sai do bar." e " Ow, sai do bar e vira esse disco para as coisas começarem a mudar!!!!!!".
Será mesmo que mudanças só ocorrem quando viramos o disco? Não tem problema em chamar de amor umas três mulheres em dois anos? (como fazem uns amigos meus). E saio do bar e vou aonde?
Sei não, creio que esse povo me quer em casa, assistindo televisão, discutindo novelas, rezando para um carpinteiro que viveu a dois mil anos, indo ao shopping e comprando coisas que não preciso para suprir necessidades que não tenho.
Eu vou ficar aqui mesmo. Não vou mudar. Se não for tudo por ela hei de fazer por quem? Por mim? Desculpe-me, mas eu não sou tão egoísta assim. Outrossim, não quero alguém me enchendo o saco o dia todo. Se não a amar não vale a pena aturar alguém brigando contigo debaixo do mesmo teto.
Se você também acredita que é necessário virar o disco para mudar, saiba que você é fraco.
Nesse Lado A toca a música da mulher que desejo para mim, ouço outras músicas desse Lado mas gosto mesmo é da faixa 3, "A mulher que escolhi para mim". Não conheço o Lado B, é verdade, mas também não me importo com ele. Contudo, eu também não conheço um monte de outras coisas nessa vida e ainda assim vivo, e sigo por ai sem dizer eu te amo para qualquer mulher que me de bom dia. Não amo três vezes por ano, não saio por ai de cabeça baixa quando estou sozinho. Eu sou forte, eu aguento ficar sozinho, pois me conheci ao passar tempo demais comigo mesmo. Tenta você também e depois me diga como é não precisar de um amor, mas querê-lo e saber de quem...
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Morena
Tudo aquilo que eu quero é apagar essa pele morena do meu quadro branco.
Encontro-me cansado de rabiscar com giz branco esse quadro moreno que você insiste em apagar com a chuva.
Todo mundo me diz para seguir em frente, mas eles não sabem que minha frente é onde você está.
E se olho para trás é porque meu horizonte de eventos está em ti...
Encontro-me cansado de rabiscar com giz branco esse quadro moreno que você insiste em apagar com a chuva.
Todo mundo me diz para seguir em frente, mas eles não sabem que minha frente é onde você está.
E se olho para trás é porque meu horizonte de eventos está em ti...
domingo, 2 de novembro de 2014
Lembre-se... - Parte I
- Oi... Bom dia linda...Hoje é o primeiro dia do resto de nossas vidas. - Eu disse isso sorrindo ainda com os olhos fechados, mas eu sabia que ela estava acordada, pois ela tem um jeito único de se mexer.
- Bom dia bobo. - Um beijo sobre os meus lábios, uma mão em meu peito e um cheiro no pescoço. Poderia acordar todos os dias de minha vida assim, nessa rotina que ninguém quer, nesse marasmo que músicas repreendem, mas eu sou eu...
Deixei a preguiçosa na cama, ela precisa de mais tempo do que eu para depois de desperta tomar a iniciativa de sair da cama. Era sábado, deixei-a dormir o quanto desejasse. Fui-me para a cozinha e me pus a lhe fazer o café da manhã. Eu sei que ela gosta de comer sucrilhos, frutas e de conversar sobre o que vai fazer no dia que se segue, então enchi uma vasilha com o cereal, escolhi os maiores morangos e coloquei uma música baixa para limpar a minha mente. Eu tinha de estar com a cabeça sem os meus problemas, esta manhã era dela.
Eu a vi entrando na cozinha e destruindo a parte romântica onde eu levaria o café na cama, morderia seu artelho e lhe daria a bandeja com o desjejum. Contudo, eu sou um cara adaptável, capaz de simular uma dança durante uma queda. Coloquei a bandeja sobre a mesa, puxei a cadeira para que se sentasse e lhe mordi a bochecha.
- Ai! - E um tapa fraco veio de encontro ao meu braço.
Ela falou por vinte minutos e não a vi respirar nenhuma vez. Eu acho que quando se nada você tem de subir as vezes e tomar um ar, mas ela poderia ser uma sereia, nunca subir para sorver as moléculas de oxigênio. Ela era como uma planta dona da própria seiva da vida, fazia seu próprio ar. É a melhor desculpa que eu tenho para esse feito.
Eu ri quando achava engraçado alguma coisa e ela sempre me perguntava do que eu havia rido, meu humor sempre foi diferente, eu sempre preferi rir da chuva, das poças de água e do vento balançando o cabelo dela. Eu concordava com o que achava certo e dizia um "Aia!" quando julgava alguma ação ou pensamento errado.
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