segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Tolices

E de parvo fiz-me,
não por desejar à inocência,
mas por não querer a ambição.
Nem das artes ou do famigerado
sucesso.
Da vida quis o riso e os amigos.
Por amor desejei a vida
e com vesânia desejei uma mulher.
Uma mulher!
De olhos dissimulados e oblíquos.
Labios sápidos e nocivos.
Voz melodiosa e suave.
De pele sedoza como pêssego e
de gosto cruel.
Tolices...
Que sentido tem a vida
para este ateu?
Por que, ainda, nada tem seu lugar?
ou seu sentido?
Mas sigo em frente,
a vida é minha e hei de vivê-la.

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