sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Overture Reconstruindo...

"Daddy's flown across the ocean
Leaving just a memory
Snapshot in the family album"

Faz mais de cinco anos que eu desconstruí minha vida. Para todo mundo que acha que destruir a própria vida é fácil aqui vai o desafio: Tente! Depois conversamos. Agora eu estou sentado ouvindo Barão Vermelho, fumando um cigarro muito ruim e criando coragem para lavar a louça. Descartes teve a ideia de começar uma filosofia do zero, eu apenas quero copiar a iniciativa, não quero me fundamentar na ideia de Deus. Eu não sei se ele existe, mas gosto de pensar que ainda tenho salvação, que não sou mau o suficiente para queimar por todo o sempre no inferno. Recentemente o Papa Francisco primeiro disse que todos seremos salvos, pois o sacrifício de Cristo foi perfeito.

Quando a pessoa que mais amei na vida foi embora eu decidi morrer naquele dia. Após ela terminar, ou eu terminar de vez, não me lembro, mas lembro que foi depois dela me dizer que tinha ficado com outro cara e que tinha gostado, que foi bom para ela. Nesse momento eu descobri que o homem que era não era o bastante, eu havia apoiado meu mundo nela e ela o levou consigo. Depois disso eu fiz tudo o que julgava errado, eu bebi e apeguei-me ao cigarro no dia-a-dia.

Hodierno eu não quero mais ser quem fui e tão pouco quero ser quem sou. Depois desse processo de desconstrução eu quero, agora, construir coisas novas. Eu chorava quando destruía meus ideais, deve ser por que eu estava matando uma pessoa, a pessoa que eu era. Construir parece mais difícil, mas menos doloroso. Eu estou velho para sonhar com ideais, então penso em algo mais pratico como São Francisco: “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”.

O necessário envolve distingüir entre o certo e o errado. Valorizar o próprio trabalho e o esforço dos outros. Reaprender a sorrir das coisas simples. Tomar cuidado com o que se fala, faz e pensa. O possível esta em achar as pessoas certas para se apoiar, com quem se quer viver, sorrir e passar uma tarde sentado na calçada conversando. Sobre o impossível eu ainda não sei... talvez casar e ter filhos... Talvez...

domingo, 11 de outubro de 2015

Mineirinho do MST no Sindicato dos Artistas