Eu ainda sonho com seu cabelo, seus labios e o muro de batom. Ainda vejo seus olhos perdidos nos meus, e o encontro dentro do universo de uma casca de noz...
Mas futuro para nós, só na próxima vida, quando formos sensatos... Pois eu ainda prefiro o meu "Amo-te" do que o seu "Te amo"... E você prefere o estavel ao meu vêsano, as rimas ao meu verso branco...
sábado, 27 de agosto de 2011
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Pois é...
Eu acho que a coisa mais difícil do mundo é negar a si mesmo... Negar seus impulsos, suas vontades, negar-se. Eu tive de negar a vontade de te abraçar e dar-lhe o tão sonhado ósculo, sem tempo, sem restrições, sem os muros de batom.
Você me deu um beijo no rosto e um abraço curto pra não me tocar. Como sempre reclamou do modo como me visto, como penteio o meu cabelo, e do fato de eu não usar perfumes... Sempre reclama do cheiro do Axe (eu já disse que tenho asma e não posso usar perfume, mas você nem liga).
Conversamos sobre a vida e a morte, e brigamos. Por duas vezes eu quis ir embora, ir para casa, ir me esconder no reino de noz. Não obstante, eu fiquei depois de te olhar nos olhos... Eu sei que é cedo, mas tenho quase certeza de que vi nas janelas de sua alma uma vontade de ficar comigo. E analisando os fatos por que alguém iria reclamar tanto de minhas vestes se não fosse para me querer mais ao seu gosto?
Eu quis sentir a sapidez de seu beijo desde a hora que te vi chegar. Sentir o olor de seu cabelo e tez. Sentir a textura de sua pele, os pelos de seu braço arrepiados e o calor do seu corpo.
Eu só pude te ver e ouvir... Parece pouco pra quem queria um mundo de você, mas pra mim estava bom. Eu esperei e posso esperar mais um pouco. Nesse tempo separado eu aprendi a ter paciência e a não me dobrar sempre que mulheres como você, que fazem garotos como eu sempre tão espertos serem só garotos, impelem-me ao ridículo, a correr de casa até o centro da cidade, fazem-me voltar de onde estive tão perto de perder-me...
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