terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Há dias que não importa o quanto se queira entorpecer, a poesia vira um simbionte. O dia se torna calmo e as horas são eras, o olor de uma mulher toma sua razão, desatina o coração e fadiga o corpo...
O ósculo dado e o encontro das mãos dadas, uma receita de mulher e uma flor para a menina dos meus olhos... Essa palavra amor, substantivo masculino e abstrato, não obstante, tão concreto, tão tenaz que flagela o meu ser...

O Rei da Casca de Noz - S05E10 - "How I Met Your Mother"?

Sentem ai crianças... Tudo começou com um termino de namoro, não que eu me lembre qual, e eu estava bebado, pois era o que eu fazia naqueles tempos... e foi numa noite dessas que ela apareceu, apesar do mundo rodar e eu não ter foco, ela estava linda... o tempo para quando você encontra a mãe dos seus filhos, mas ninguem nos diz que ele corre para compensar o atraso. Neste instante de velocidade eu a perdi naquele bar...

Monica e Eduardo

É Monica este Eduardo ainda sente a tua falta... mas enquanto não formos gatos eu vou ficar com a cerveja mesmo. Desculpe-me, mas eu não posso ser o homem que voce quer. Eu ainda não acredito no perdão, em deus, ou na astrologia... Eu sinto muito... de verdade...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Acenda um cigarro... cada um na sua, mas com alguma coisa em comum...

Todo dia eu sinto falta do orkut... Eu nem tinha de ler um monte de merda postada pelos outros no facebook (afinal eu sou bem capaz de ler minhas próprias merdas na internet). Era só um lance de recados, agora é a vida de um monte de gente que lê umas "reportagens" sem vergonhas, assiste uns videozinhos sem graça e fica dividindo isso comigo e mais um monte de perdidos. O tal do facebook parece um livro de auto ajuda todo mundo tem uma frase copiada pra postar de "eh, sua vida é uma bosta, mas pode melhorar, continue com a bunda na cadeira e comparilhe um pensamento/Foto/Video infeliz". As fotos são um monte de bicho que só se lasca, de gente pobre, de seres humanos fazendo "humanidade" - filho(a) a humanidade é má, se não aguenta (desculpa, mas meu netbook não tem trema [1]) pede leite ou vai buscar uma frase no mural de um amigo enfadonho.
Além de eu me achar numa igreja, se eu não estou aguentando (vide[1]) mais usarem o nome de deus em vão imagine ele. É sério, quando eu quiser ouvir falar de algum deus eu vou na igreja ou ligo a televisão num desses programas de "bingo" com gente gritando (só lembrando: deus não é surdo), gente endemoniada, novela espirita (e haja saco para essas duas palavras) ou procuro até na biblia (o que me parece mais certo). Se deus for salvar todos vocês eu nem quero ser salvo. Se eu tiver de reencarnar, voltar pra esse planeta, eu prefiro ser uma colher da Grazi Massafera.
Ah! Ia me esquecendo... se eu quiser saber onde você ta, deixa que eu te ligo, 4square é tão legal quanto você achar que estar no banheiro cagando me importa (bem, até me importo se você precisar de papel, eu já fiquei sem, prefiro evitar que outrens não passem por isso)...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

'I've got you under my skin'

"Com que afetuosa doçura ela censurou os meus excessos Meus excessos consistiram nisto: copo atrás de copo, cheguei a beber uma garrafa de vinho.", 8 de Novembro para o jovem Werther de Goethe, aquém do tempo para mim...
Hoje me sinto, deveras, cansado e com saudades de vidas que nunca tive, vivo como se fosse morrer amanhã, sorvendo o vinho que me é dado pelos que tem pena de mim, colhendo os frutos das ervas daninhas que plantei, se essas dessem frutos.
O vinho do qual me farto faz-me dormir cansado e esmorecido, mas também, acalenta meus sonhos e ali, na terra de Morfeu, eu posso ter-te, ver-te e amar-te. Tu bem o sabes que não posso viver contigo, pois nosso tempo passou, eu não perdoo seus crimes e você não aceita minha vesânia. Eu tenho saudades suas... é triste e deprimente, mas é a verdade, a verdade que me torna tão patético, que me faz ir de bar em bar, beber mais álcool do que buscar por sabedoria ou uma vida mais confortável.
A noite minhas mãos buscam por teus seios, minha pele pede a tua, busco teu olor. Esta mais difícil aceitar tua partida, as cartas que não me chegam mais acompanhadas do seu sorriso e dos nomes carinhosos, sou Alice sem seu reino de maravilhas. É verdade também que sem você eu me sinto perdido, situação com a qual já estou me acostumando. Hodierno eu não choro mais por sua ausência, nem me desespero pela falta de sua presença... eu também segui caminho.
Nunca mais vou dizer 'eu te amo' a ninguém, pois eu não posso carregar mais alguém em meu peito. É certo que me apaixonei depois que você se foi e que quis amar suas sucessoras... mas perto de ti, ou do que foi para mim não tenho parâmetros além de ti.
O modo como falas e teu olhar de soslaio são o que busco, sua falta de paciência, sua inteligência, sua curiosidade, sua loucura... ah! o modo como me cobravas, ofendia minha boêmia, e aceitavas meus vícios de tabaco e alcoolismo...
Mas eu vou viver, eu prometi a mim que vou viver sem você. Que você foi o amor da minha vida, que seja a minha paixão conjugada no verbo ser, que és tão bela ao ponto de me fazer tremer ao ver-te, que me aceitas como sou e faz meu coração desatinar. Mesmo de corpo fatigado, mente entorpecida e espírito esmorecido eu vou seguir em frente, não porquê eu queira, mas eu tenho fé em mim e sei que mais a frente vou ter o que quero e não o que mereço.

"The record shows, I took the blows/ And did it my way"
(é... eu ainda ouço o cara de olhos azuis, mesmo os meus sendo quase verdes...)

sábado, 27 de agosto de 2011

Saudades das vidas que não tive...

Eu ainda sonho com seu cabelo, seus labios e o muro de batom. Ainda vejo seus olhos perdidos nos meus, e o encontro dentro do universo de uma casca de noz...
Mas futuro para nós, só na próxima vida, quando formos sensatos... Pois eu ainda prefiro o meu "Amo-te" do que o seu "Te amo"... E você prefere o estavel ao meu vêsano, as rimas ao meu verso branco...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Pois é...

Eu acho que a coisa mais difícil do mundo é negar a si mesmo... Negar seus impulsos, suas vontades, negar-se. Eu tive de negar a vontade de te abraçar e dar-lhe o tão sonhado ósculo, sem tempo, sem restrições, sem os muros de batom.
Você me deu um beijo no rosto e um abraço curto pra não me tocar. Como sempre reclamou do modo como me visto, como penteio o meu cabelo, e do fato de eu não usar perfumes... Sempre reclama do cheiro do Axe (eu já disse que tenho asma e não posso usar perfume, mas você nem liga).
Conversamos sobre a vida e a morte, e brigamos. Por duas vezes eu quis ir embora, ir para casa, ir me esconder no reino de noz. Não obstante, eu fiquei depois de te olhar nos olhos... Eu sei que é cedo, mas tenho quase certeza de que vi nas janelas de sua alma uma vontade de ficar comigo. E analisando os fatos por que alguém iria reclamar tanto de minhas vestes se não fosse para me querer mais ao seu gosto?
Eu quis sentir a sapidez de seu beijo desde a hora que te vi chegar. Sentir o olor de seu cabelo e tez. Sentir a textura de sua pele, os pelos de seu braço arrepiados e o calor do seu corpo.
Eu só pude te ver e ouvir... Parece pouco pra quem queria um mundo de você, mas pra mim estava bom. Eu esperei e posso esperar mais um pouco. Nesse tempo separado eu aprendi a ter paciência e a não me dobrar sempre que mulheres como você, que fazem garotos como eu sempre tão espertos serem só garotos, impelem-me ao ridículo, a correr de casa até o centro da cidade, fazem-me voltar de onde estive tão perto de perder-me...